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sábado, 20 de setembro de 2014

Recordar é viver: um ano do Rock in Rio 2013

Há exatamente um ano, começava a quinta edição do Rock in Rio (pelo menos para nós). Nada contra as bandas/cantores que se apresentaram nos dias anteriores - houve shows fantásticos como o do Offspring. É que, como o próprio nome do evento sugere, o rock mesmo estourou em 19 de setembro e prosseguiu pelos três dias seguintes. Num ímpeto de saudosismo, resolvemos recordar os três dias de festival mais bacanas (na nossa opinião).

Quinta-feira, 19/09

Depois de intensos momentos de ansiedade dentro do ônibus, que até passaram rápido já que, em plena quinta-feira (por volta das 15h30), o Rio não registrava tanto trânsito, chegamos à cidade do rock. Ao longe, já ouvimos o famoso agudo do Sebastian Bach. Corremos, pois não podíamos perder o já querido "Tião". Show muito bom. Não faltaram as clássicas da época do Skid Row.

Em seguida, resolvemos garantir um lugar mais próximo ao palco principal. Tocava Sepultura e Tambours du Bronx. Interessante, mas não arriscamos nos amontoar junto aos fãs mais fiéis do grupo, afinal, era hora de descansar. Ao longe, assistimos à apresentação de Rob Zombie. Quando notamos, já estava quase na hora de arriscarmos um lugar perto do palco, afinal, estávamos ansiosos para conhecer o tão comentado Ghost

Papa Emeritus e cia fizeram um show interessante, mas... tranquilo. Confessamos que esperávamos algo mais bombástico, mais surpreendente, no estilo de Slipknot (Rock in Rio 4 - não somos tão fãs, mas temos que admitir que foi um showzaço). Bom, já que estávamos lá, optamos por entrar no clima e até arriscamos cantar alguns hits mais conhecidos (Ritual e Year Zero, além da canção da entrada triunfal Per aspera ad inferi).

Alguns minutos de espera e foi a vez de Alice in Chains - versão 2013 - entrar. Them bones começou arrebentando e, ao longo do show, não faltaram hits clássicos como Would, Roster, Again e Nutshell. Nem precisamos dizer que Man in the box foi a mais que animou a galera!

Super pontual na edição do Rock in Rio de 2011, o Metallica em 2013 deixou muitos fãs esperando, esperando, esperando... mas mesmo o calor forte inundando todos os ambientes da cidade do rock não foi suficiente para desanimar o público, que, super fiel, perdoou o atraso. Hit the lights!, James Hetfield e cia chegaram mega empolgados.

Não faltaram hits e mais hits para fechar a primeira noite mais pesada da quinta edição do festival. Amostras: Seek and destroy, Sad but true, One, Enter Sandman... Confira, com todos os detalhes, como foi (Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013).

Sexta, 20/09

Pela primeira vez, o Bon Jovi se apresentava no festival no Brasil, então a expectativa era bem grande. Mesmo com desfalques no grupo (saída do Sambora e problemas de saúde do Tico Torres), Jon Bon Jovi segurou a onda com maestria presenteando os fãs com muitos sucessos dos anos 80 e 90, como It's my life, Livin on a prayer, Bad medicine, Runaway e, lógico, com a bela Always. Também tocou novas musicas como Because we can e What about now. O ponto alto foi o bom humor e carisma do vocalista. Relembre (Bon Jovi distribui simpatia em show do Rock in Rio)


Domingo, 22/09
Para fechar o festival, nada melhor que os poderosos senhores do Iron Maiden. Mas, até chegar o show mais esperado da noite, rolaram boas apresentações. No palco Sunset, o Helloween mostrou que ainda dá um bom caldo. Destaque para a suave If I could fly, que fez a alegria dos fãs mais saudosistas.

No palco mundo, depois da apresentação da brasileira Kiara Rocks, Slayer fez um show pesado e correto, tal qual era o esperado. A penúltima banda foi Avenged Sevenfold. Com muita pirotecnia e interação com a plateia, a banda de M. Shadows e amigos, a julgar pelos fãs, convenceu e muito bem. Muitas pessoas, inclusive, mostraram-se hipnotizadas e não se moviam do lugar. (Veja o show completo). Ponto para os fãs do Iron que puderam avançar no intervalo para postos mais perto do palco.

Começa ali aquela que foi considerada a apresentação mais alucinante do festival. Mais do que um show, Iron Maiden fez um espetáculo. Levou aos fãs a reedição de Seventh soon of a Seventh son e conseguiu fazê-los esquecer do intenso calor que invadia a cidade do rock. Aliás, lembramos aqui o momento glorioso em que a gostosa chuva suave surgiu para coroar o sensacional segundo em que começava The trooper.

Bruce Dickinson, já habituè do Brasil, esboçou palavras em português e fez questão de interagir com a plateia em todos os momentos, justamente com a intenção de conquistá-la ainda mais (como se fosse preciso). Percorreu o palco inúmeras vezes demonstrando que boa forma é com ele. Hits? Do começo ao fim. Só para citar os melhores: Aces high, Wasting years, Phantom of the opera, The number of the beast, Run to the hills, Fear of the Dark e muitos mais. Veja então mais detalhes do melhor show da edição, na nossa opinião (Iron Maiden realiza show digno de final de Rock in Rio) e a apresentação completa.


É isso! Recordar é viver. Que venha logo o Rock in Rio do ano que vem!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Extreme: muito mais que More than Words

Conhecido pelo hit água com açúcar (e belo) More than words, o grupo norte-americano Extreme, que fez considerável êxito no início dos anos 90, oferece muitas outras canções interessantes. Ao fazer um passeio pela carreira da banda de hard rock capitaneada por Gary Cherone (vocalista, que já teve breve passagem pelo Van Halen) e Nuno Bettencourt (guitarrista-galã, dono de solos indefectíveis), encontramos estas relíquias:

Cynical




Decadence dance




He man woman hater



Hole hearted



Get the funk out



Play with me 



Rest in peace



Song for love



Stop the world



Tragic comic




Bônus - versão de Love of my life do Queen (fantástica!)



E lógico não poderia faltar a mais famosa e icônica canção More than words




Em tempo: Extreme foi uma das bandas que tocou no Hollywood Rock - festival realizado no Rio de Janeiro em 1992. Dividiu o palco com grupos como Nirvana, Alice in Chains, Live, Red Hot, entre outros.

sábado, 5 de abril de 2014

Kurt Cobain: 20 anos sem um dos maiores símbolos dos anos 90

Janeiro de 1993. Dois anos depois da segunda edição do Rock in Rio - uma das mais aclamadas e onde um icônico Guns n' Roses reinou absoluto, o Brasil foi palco de mais um importante festival de rock. Com a apresentação de bandas que mexiam com o público brasileiro, como Alice in Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers, foi a vez do Hollywood Rock coroar um grupo-símbolo dos anos 90: o Nirvana.

Essa banda se popularizou num momento em que o Guns já dominava há anos o cenário do rock. Em meados de 1992, os videoclipes de Don't cry e November rain ganharam um concorrente de peso na programação da MTV. A canção Smells like teen spirit, do grupo capitaneado por um loiro com traços suaves, mas ao mesmo tempo agressivos, logo arrebatou fãs por todo o mundo. Com início impactante e orquestrada por solos de guitarra competindo com solos de bateria (alguém aí se lembra de um Dave Grohl novinho, magrelo e com longos cabelos atrás desse instrumento?), logo a música ganhou status de clássico do rock.

Ícone 

Eddie Vedder e um saudoso Layne Staley (ex-vocalista do Alice morto em 2002) que nos perdoem, mas Kurt Cobain - o tal loiro agressivo - mesmo com sua morte precoce há exatos 20 anos, é o mais lembrado quando falamos de grunge: gênero popularizado no início dos anos 90 e que chegou com tudo para competir, com toda pompa, com o hard rock que tanto marcou a década anterior. Por isso mesmo Kurt também é recordado por ter dividido com Axl Rose o posto de queridinho do rock naquela época áurea.

Dizem que os bons morrem jovens e alguns coincidentemente se vão no auge da carreira, aos 27 anos. Em 1994, a notícia da morte de Kurt Cobain surpreendeu o mundo. Era estranho, afinal ele e sua banda tinham contabilizado milhões de fãs brasileiros nos anos anteriores e muitos mais após o festival Hollywood Rock. O jovem tinha a promessa de uma carreira intensa pela frente; pelo menos, era o que fãs desejavam. Lembramos dele e de suas caretas. De agressividade dele. Do visual, com um mix de infalíveis tênis All Star e muito xadrez (ditando moda até hoje). Da atitude rebelde. Do olhar melancólico. Da ideia de vida louca, mas com família composta por Courtney Love e Francis Bean - um linda bebê que ganhou fama ao ficar órfã do pai tão cedo. 

Legado

Kurt foi marcante para nossa geração. Arrebatou milhões de adolescentes que se encontravam nas musicas dele. Muitas mensagens eram deprimentes, mas, ao mesmo tempo, expressavam o que o muitos jovens gostariam de dizer. Após alguns meses da morte dele, lembramos com exatidão de um presente: o lançamento do MTV Unplugged in New York - um CD valiosíssimo, atemporal, que continua reinando com versões suaves de clássicos como Come as you are, Dumb, Polly, About a girl, All apologies, além da fantástica versão de The man who sold the world, de David Bowie.

Como bons fãs, tentamos entender o motivo de Kurt ter abandonado não só sua brilhante carreira junto ao Nirvana mas também sua vida. Seria a depressão que o assolava? Seriam os fantasmas que o perseguiam? Há alguns anos, vimos um filme com enredo fictício, mas que ajuda a decodificar o que se passava na cabeça dele. Chamado Últimos dias, foi lançado em 2005 e é uma homenagem ao cantor, ou seja, não é autobiográfico. Quem tiver interesse em assisti-lo, o encontra no You Tube.

Leituras também ajudam a tentar compreender a mensagem que o ex-vocalista do Nirvana quis passar na sua curta passagem pelo mundo. Tem alguns livros no mercado, como a biografia Mais pesado que o céu e o recente Kurt Cobain - a construção do mito, ambos de Charles R. Cross, defensor da ideia de que ele foi o último grande astro do rock.  Explorar o videoclipes e documentários também é uma boa dica para aqueles que não o conheceram ou que simplesmente querem se lembrar da figura emblemática que ele foi. Mas já que o legado mais conhecido são suas musicas, recomendamos ouvir os três álbuns do Nirvana: Bleach, Nevermind e In Utero, além do já mencionado MTV Unplugged, que marcaram toda a geração dos anos 90.

Foto: Márcia Foletto, do jornal O Globo 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Melhores shows de rock no Brasil em 2013


Em 2013, o Brasil recebeu vários shows de peso, especialmente aqueles de artistas que vieram para os grandes festivais, como a quinta edição do Rock in Rio, o Lollapalooza e o Monsters of Rock. Aproveitando o embalo, algumas bandas se apresentaram fora do eixo Rio-São Paulo, confirmando que as demais capitais também têm boa estrutura para sediar espetáculos de rock. Já que é final do ano, fizemos uma seleção dos principais e torcemos para que, em 2014, recebamos muitos outros artistas do nosso estilo musical preferido!

Iron Maiden (SP, 20/09. Rock in Rio, 22/09. Curitiba, 24/09)

Confirmando ser uma das bandas mais queridas pelos brasileiros, os senhores da dama de ferro responderam à altura do carinho com que foram recebidos nas três apresentações que realizaram pelo País. Escolhido a dedo pelo presidente do Rock in Rio para fechar a edição do festival deste ano, o grupo fez o público delirar ao som de hits absolutos como The Number of the beast. Relembre como foi o show


Aerosmith (RJ, 18/10. SP, 20/10. Brasília, 23/10)

Também muito querida pelo público brasileiro, a banda de hard rock sabe como ninguém deixar a plateia acessa durante todo o show. Steven Tyler e suas estripulias no palco são sempre o destaque, juntamente com a intensa sintonia que mantém com o guitarrista Joe Perry. Reveja a adorável I don't wanna miss a thing, executada no último dia do Monsters of rock. Confira a resenha


Pearl Jam (Lollapalooza, SP, 31/03)

Eddie Vedder e sua voz inconfundível souberam encantar o público no estado de São Paulo, que sortudo pôde apreciar um show perfeito já que, neste ano, a sua banda Pearl Jam somente se apresentou nesse festival. Confira a suave Yellow Ledbetter



Black Sabbath (Porto Alegre, 09/10. SP, 11/10. RJ, 13/10. BH, 15/10)

Depois que o grupo anunciou que voltaria a tocar com o mestre das trevas Ozzy Osbourne, fãs de todas as idades enlouqueceram com a possibilidade de o Brasil também receber ao menos uma apresentação. O resultado foi melhor do que esperado já que foram quatro inesquecíveis shows. Hora de rever Iron man!


Metallica (Rock in Rio, 19/09)

A banda possibilitou mais uma oportunidade aos fãs que perderam o show do Rock in Rio 2011. Headliner da primeira noite do metal da edição deste ano, Metallica mostrou como se faz uma apresentação diferente mas com a mesma potência, vibração e hits do show feito dois anos antes. Reveja como foi



Whitesnake (Curitiba, 15/10. RJ, 18/10. Monsters of Rock, SP, 20/10. Brasília, 23/10.)

Realizando uma parceria de sucesso com Aerosmith ao fazer o seu show de abertura em todas as cidades onde se apresentaram, o Whitesnake mostrou que ainda dá um bom caldo. Mesmo com a voz um pouco cansada, David Coverdale entusiasmou a plateia. Veja o vídeo de Still of the night


Bon Jovi (Rock in Rio, 20/09. SP, 22/09)

Mesmo desfalcado, sem dois membros originais, o grupo de New Jersey tem como triunfo a simpatia do seu frontman, que fez de tudo para agradar sua fiel plateia. Jon Bon Jovi dançou, tocou violão, interagiu, sorriu como se não houvesse amanhã e, ainda, para delírio total, beijou uma fã na boca no show do Rock in Rio. Relembre ao som de Always e saiba como foi o encerramento do penúltimo dia do festival carioca.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Top 6: Faith No More

Quando lembro de Faith No More, imediatamente me vêm à cabeça a segunda edição do Rock in Rio, que aconteceu em 91. A banda mais esperada daquele ano era o Guns n' Roses, no auge da fama e com Axl e Slash juntos. Mas o grupo revelação foi outro grupo norte-americano que também estava bombando desde o final dos anos 80 e também roubou a cena no festival  em questão. Faith No More, com seu vocalista carismático e cheio de vida Mike Patton, coleciona hits que marcaram e nos transportam aos bons tempos de mais de 20 anos atrás.

Que tal relembrar algumas canções mais conhecidas?
  1. Falling to pieces

  2. Epic

  3. Ashes to ashes

  4. The perfect crime

  5. Easy



  6. I started a joke



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Descoberta: Buckcherry

Assistir a vários shows, pagando menos do que se fôssemos a uma apresentação única, é a principal vantagem de ir a festivais. Outro ponto positivo é descobrir ou conhecer melhor algumas bandas. No caso do último dia do Monsters of Rock, no qual o Aerosmith era o grupo mais esperado do dia, seguido de Whitesnake, valeu a pena assistir à apresentação de Buckcherry. Particularmente, não conhecia muito esta banda que nasceu nos anos 90 e a achei muito interessante!

Quem acompanha Shine and Rock sabe da minha paixão por hard rock, o que significa pontos a mais para a referida banda. Músicas alegres, visual atrativo, muitos solos de guitarra e bateria, além de um vocal agudo, são alguns dos itens que Buckcherry tem. Hits também (as interessantes Lit up e Crazy bitch, que, respectivamente, abriram e encerraram o show no Monsters). Isso sem contar a presença de palco do estiloso vocalista Josh Todd, que soube conduzir muito bem a esperada noite do festival que aconteceu no domingo, 20 de outubro, em São Paulo.

Hora de rever o show completo:




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aerosmith encerra Monsters of Rock com hits das antigas

Back in the saddle foi a canção escolhida pelos simpáticos senhores do Aerosmith para abrir o show que encerrou com chave de ouro a noite deste domingo, 20, do festival Monsters of Rock, em São Paulo. Para a apresentação, Steven Tyler, com seus indefectíveis lenços no microfone, escolheu uma camisa estampada de oncinha e uma calça azul com listras brilhosas. Sim, é a cara dele e ele notoriamente se sente à vontade vestido assim. Joe Perry, com vestimenta mais comportada, mostrou bastante interação com o vocalista, afinal, juntos, formam uma das duplas mais icônicas do hard rock.

A segunda música foi um brinde aos anos 80 com Love in the elevator e a próxima aos 70 com Toys in the Attic. Depois, para delírio da plateia, veio o hit Pink, com o fantástico solo de gaita do frontman Steven Tyler, que aproveitou para fazer seu ritual de caras e bocas. Dude like a lady botou todo mundo para dançar. E os gritinhos do vocalista sessentão com certeza causaram bastante admiração. Mais um hit dançante: Rag Doll.

Steven fez dos seus passeios pela passarela montada estrategicamente em frente ao palco a alegria dos fãs mais apaixonados, com os quais interagiu ao longo de todo o show como que agradecendo a devoção. Sim, quem é habitué dos shows da banda sabe que esse costuma ser o melhor point.

"I was cryin' when I met you, now I'm tryin' to forget you..." Os versos da Cryin', uma das baladas mais ouvidas dos anos 90, mexeram com o público. Neste momento, Steven deu seu especial show à parte com o belíssimo solo de gaita. Na próxima canção, a guitarra base de Brad Whitford introduziu a setentista Last Child. Mais conhecida do público, Jaded satisfez os mais jovens e mostrou a potência vocal do ex-jurado do American Idol.

Depois, o solo de um magro Joe Perry invadiu agradavelmente os ouvidos de todos, que gritaram animadamente o nome dele. Para agradecer, mandou o blues Combination. Em seguida, Eat the rich e suas batidas colocaram o público para pular. Uma pequena homenagem ao Led Zeppelin aconteceu com uns segundos de Whole lotta love.

Quem introduziu a bela What it takes foi o público, afinado e com a música na ponta da língua. Steven seguiu à capela, demonstrando o incrível poder da sua voz. Hey, hey, hey. Era hora do hino Livin' on the edge, que contou com uma interpretação totalmente entregue de Mr. Tyler, com direito até a gemidos no final. Também emocionante foi a execução da hollywoodiana Don't wanna miss a think.

O público do Monsters of rock teve a sublime oportunidade de ser agraciado com No more no more, saída diretamente do fundo baú. Nesse momento, mais uma vez, a dupla Tyler e Perry mostrou afinação e companheirismo nos mais de 40 anos de estrada. O guitarrista, animado em ver os fãs vibrando com o old time, desceu para solar virtuosamente. Em seguida, o cover que consegue superar o original com Come Together. Uma convidada ao palco teve a honra de fazer a clássica dancinha da oitentista Walk this way com Steven.

Após um pequeno hiato, eis que aparece na passarela a estrela da noite: um senhor piano para dar vida à maravilhosa Dream on. Perry e Tyler se revezaram para subir no instrumento e, ao final da música, grandes estrondos de fumaça para coroar a balada. Sweet Emotion, e sua espetacular linha de baixo (que não puderam contar desta vez com Tom Hamilton, já que ele estava doente) confirmaram que os bons hits são como o vinho. Um final com toda a pompa, mas surpreendentemente sem o típico bis e sem vários outros hits, como Crazy, Fallig in love e Mama Kin.


Foto: Stephan Solon

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Iron Maiden realiza show digno de final de Rock in Rio

Quando, ao final do Rock in Rio 2011, a organização do festival anunciou que gostaria de ter Iron Maiden entre as atrações do próximo evento, já imaginava que teria um motivo pra lá de especial para comprar o ingresso. A banda já havia tocado na primeira e terceira edição e seus shows tinham sido sensacionais. O do Rock in Rio 2013, entretanto, superou as expectativas. Organizado, coordenado e, claro, maravilhoso. E olha que é difícil uma apresentação ganhar todos os pontos positivos.

Minutos após o horário previsto para entrar, o cenário, os telões e a música anunciavam: era hora de Bruce Dickinson e cia reinarem absolutos. Começou com Moonchild, seguindo o setlist da turnê Maiden England, que recria o show de 1988 Seventh soon of a seventh son. Todos os integrantes a postos e era hora de disparar Can I play with madness e The prisioner. Para delírio do público, que se empurrava saudavelmente, Iron executou Two minutes of midnight.

De lá pra cá

Além da pirotecnica, do Eddie, das caveiras e de todos os efeitos, a maior característica do show da banda é a performance do vocalista Bruce. Não há algum lugar do palco pelo qual ele não passe, correndo, se mexendo, fazendo careta e sorrindo, afinal, o seu carisma é um dos principais triunfos. Houve momentos, inclusive, que dava a impressão que ele cairia ou escorregaria. Tudo bem, tudo era festa e permitido nesse dia.

Cerca de 40 minutos depois do show, a vestimenta do vocalista e as bandeiras anunciavam: era hora de The tropper, na qual o público foi agraciado com uma discreta chuva para ajudar a segurar a onda, já que, em seguida, todos pularam juntos para a sequência: The number of the beast, Phantom of the opera, Run to the hills, Wasted years e a música-título da turnê.

This is the fear

Com um show empolgante do início ao fim e constante, com muito respeito por parte dos fãs-não se viu bagunça, nem violência, é difícil apontar um momento alto. Claro que, por já saber que se aproximava do fim e por ser uma das mais famosas canções, Fear of the dark teve seu encanto. A música homônima da banda foi escolhida para encerrar. Antes do bis, algumas pessoas não aguentaram o calor, que havia voltado com tudo após a breve chuva, e se retiraram. Ponto para quem quis se aproximar da grade e ver os senhores do Iron Maiden bem de pertinho!

O bis veio com gosto de quero mais. Assim como vários momentos do show, o público gritava "Maiden, Maiden". E a banda, simpática, retribuiu com mais três hits: Aces High, The evil that men do e Running free. Na última, Bruce fez mais gracinhas e bebeu sua cerveja Tropper. Claro, depois cuspiu e sorriu. Todo o grupo se despediu e o baterista Nikco deu seu show particular, distribuindo baquetas e pratos. Final digno.

                

domingo, 22 de setembro de 2013

Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013

Passava da meia noite na cidade do rock. Calor e pouco vento. Um monte de metaleiros amontoados aguardando o show mais esperado da noite. Pessoas comentavam: "Metallica não costuma atrasar. Daqui a alguns minutos começa. E, de acordo com o último setlist, será com Hit the lights". Passaram-se dez minutos e nada. O empurra-empurra continuava. De repente, um homem alto e careca anunciou: "Quando começar, vou abrir a roda!". Fãs, especialmente as escassas mulheres, ficaram espertos. Quem mandou ficar perto do palco e ainda no meio?

Enfim, contrariando as expectativas, houve um atraso de mais de meia hora - uma eternidade para a galera, que começou a vaiar nervosamente. O cansaço era evidente, afinal a maioria tinha encontrado seu lugar ao final do show do Sepultura e não tinha saído mais.

Liguem as luzes

Depois de um setlist programado estrategicamente para levantar o público, começou It's a long way to the top if you wanna rock n' roll, do AC/DC. Nesse momento, todos já sabiam que, finalmente, James, Lars e cia entrariam no palco. Nunca a execução de Ecstasy of the gold foi tão aclamada. Hits the lights começou rasgando e, em seguida, Master fez com que todo mundo liberasse a adrenalina da espera ansiosa pelo início do show. Nesse momento, o show adquiriu um tom um pouco incômodo com duas enormes rodas de hardcore na frente. Sim, o homem mencionado acima cumpriu sua promessa. Novamente: quem mandou ficar na frente e no meio?

A banda tocou hits que deixou para trás na edição de 2011 como Harvest of sorrow - onde o tímido Hammett  agita a galera com seu "Hey, hey..." -, The day that never comes - que realmente ninguém esperava, assim como Wherever a may roam - e And justice for all. Logicamente não faltaram as clássicas como One, cujos estrondos estavam super altos, pelo menos para quem ficou bem próximo ao palco como nós, além de Sad but true, Sanitarium, Nothing else matters e Enter sandman. 

Oh, yeah

James Hetfield e seu estiloso colete, novamente, destacou-se como um dos frontmen mais animados e adorados pelo público do Rock in rio. Ele soube ganhâ-lo em várias oportunidades, especialmente ao dizer "Oh, yeah" e "Rio" incansavelmente. Lars, notoriamente deixando o cabelo crescer dando graça à sua careca, também sabe o poder que tem junto aos metaleiros. Trujillo e sua linha do baixo como sempre arrebentaram em From whom the bells tolls e em várias outras. 

O bis do Metallica é sempre um momento ímpar. Deste vez escolheram Creeping death, um hit absoluto e com o qual abriam o festival anterior. Battery foi mais uma surpresa e, para fechar, Seek and Destroy com as já famosas bolas pretas do Death and Magnetic. Enfim, show sensacional exatamente como era esperado. 

                       

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013: hora de começar para valer

Quem gosta de rock quer ver rock. O resto é resto. Mais do que uma visão radical, é a mais pura verdade. Quinta-feira agora, finalmente, começam no Rock in Rio as atrações que os rockeiros tanto esperam. Sim, o público é totalmente diverso do que o que esteve no final de semana anterior - quase que totalmente dedicado ao pop. Vamos às diferenças:

Expectativa. Meses ou até anos antes de o festival começar, os rockeiros especulam o que a banda vai tocar. Investigam. Pesquisam. Sabem de cor e salteado o setlist. E ficam indignados se um ou outro hit falta. Entretanto, também sabem reconhecer se o presente vem em forma de uma canção antiga ou inesperada. Alguns fãs de pop podem ter esse perfil, mas, normalmente, resolvem ir a um show mais pela bagunça do que propriamente pela música. Normal, afinal no dia a dia são assim, já que se denominam ecléticos.

Paixão. Sentimento recorrente quando se fala de música em geral. Claro que cada ouvinte puxa para o seu lado. Mas, sem ser política, penso que o pop é legal, o público dança, se diverte e pronto. Já quem curte rock tem características particulares: ouve todo dia, quer saber mais sobre o artista, não só sobre o último disco lançado; ao contrário, corre atrás de tudo o que puder sugar sobre ele, compra discos antigos, coleciona DVDs, livros, etc. E mais: uma das grandes graças de gostar desse estilo é discutir, analisar, comparar músicas. Enfim, o rock exige dedicação.

Estilo. Acho engraçado quando leio que o festival terá agora um mar de camisetas pretas. Nossa! É o básico que se espera do público em um show de rock que se preze. É como se fosse um uniforme, diferentemente dos dias pop nos quais as cores e brilhos predominam. Que fique claro: acho bonito, mas obviamente não em um show de rock, onde, sim, preto se mistura às tachas, correntes, botas, couro e cia. Tudo bem, afinal, é "o" dia de usar isso.

Entrega. Cantores e bandas pop têm fãs, muitos fãs. Como disse anteriormente, são legais. Mas infinitamente não dá para comparar com os que adoram rock. A entrega desses é definitiva. Não interessa chuva, calor, tumulto... O importante é apreciar e participar do show. Sair de lá com a sensação de que foi o melhor da sua vida. Como fã de rock, sei que todos os três dias que vêm por aí serão inesquecíveis, especialmente pela entrega.

                                




domingo, 15 de setembro de 2013

Um brinde à adolescência com Offspring

Um passeio pelos anos 90 e início dos 2000, repleto de lembranças dos (bons) momentos vividos na adolescência. Esse foi o resumo da apresentação do The Offspring no Rock in Rio. Para delírio do público, o grupo, comandado por Dexter Holland e seu habitual cabelo oxigenado, encheu o início da noite do sábado, 14/09, de hits absolutos, como Come out and play, The kids aren't alright, Staring at the sun e Want you bad. Não era surpresa, pois a plateia já sabia que seria um revival de músicas que fizeram muito sucesso anos atrás. Isso foi demonstrado no coro conclamando a entrada da banda desde o final da apresentação do Tributo ao Raul Seixas. Muita gente, inclusive, perdeu de perto o show do Capital Inicial para garantir o lugar em frente ao palco secundário do festival.

Veja a execução de Come out and play:





Ao tocar as divertidas Pretty fly (for a white guy) e Why don't you get a job, que já embalaram muitas festas no início dos 2000, a banda confirmou que o resultado positivo de uma apresentação depende muito de agradar o que a galera quer ouvir. E os jovens senhores do Offspring foram espertos e souberam conduzir bem a uma hora reservada para o show no palco sunset.

Confira The kids aren't alright:



Falando nisso...

Desde que foi anunciada no Rock in Rio 2013 nesse palco, percebi que a banda norte-americana foi injustiçada.  Pela experiência e variedade de hits que, sem dúvida, fariam a alegria do público no segundo dia de festival, Offspring merecia se apresentar no palco mundo. Diria até que poderia ser a segunda ou terceira banda da noite. Particularmente, no lugar de Florence and the Machine, que, embora tenha presença, destoou das demais apresentações interessantes feitas por Capital Inicial, 30 Seconds of Mars e Muse - esta última, confesso, não conhecia bem e me surpreendeu pelo simpático show.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013: sim, eu vou!

     
Primeiramente, deixo claro que, por ser um blog sobre rock, vou me ater às atrações do Rock in Rio que se enquadram nesse estilo. Nada contra as outras, sejam pop, sejam MPB ou até mesmo axé. Se foram escolhidas, respeito. Porque, sim, a palavra de ordem tem que ser respeito. Não é à toa que artistas dos referidos segmentos vão se apresentar - a organização tem suas estratégias e, ao longo de todas as edições, sempre as teve. E o resultado normalmente é grandioso. E outro ponto: toda edição tem os dias de rock mesmo; quem quer e gosta de rock, portanto, é só ir nesses e não perder o precioso tempo reclamando das demais atrações. E pronto.

Voltando às apresentações de rock do festival que motivaram a compra de três ingressos. Sim, três são os dias suficientes, escolhidos a dedo (Está bem, confesso que, se fosse possível, gostaria de ver The Boss Springsteen...). Estou animada com tudo o que vou ver e ouvir. Curiosa. Quero perceber todos os detalhes. Aproveitar cada segundo. Mal vejo a hora mesmo. Enfim, os três dias que vão contar com a minha presença (e de amigos) na semana que vem serão estes:

Quinta-feira, 19/09

Sim, quase todas as expectativas estão em volta do Metallica, banda cujo show pude apreciar no RIR 2011. Quando é bom, vale a pena ver de novo, e de novo... Espero, particularmente, que, neste ano, The Unforgiven, Harvest of sorrow, The day that never comes, Hit the lights, Whiskey in the jar, entre várias outras músicas top, não faltem. Ah! E se tocar Orion novamente será delírio again. Também acredito que Alice in chains vai fazer um belo show. Já Ghost B.C, apontada como a revelação da vez (em uma clara alusão ao Slipknot de 2011), deve fazer um show no mínimo diferente. Curiosidade mode on.

Chegar ao Palco Sunset é um desafio - afinal não queremos perder o "ponto" na hora do Metallica, mas este ano o espaço vale a pena pelo Sebastian Bach, cujo show já tive a oportunidade de ver quando ele abriu a apresentação do Guns n' Roses em 2011. Estarei lá, "Tião". Os outros artistas, particularmente, não me empolgam muito. Claro que à primeira vista. Pode ser que me surpreenda positivamente (espero).

Sexta-feira, 20/09

Confesso: Bon Jovi é a banda que mais está mexendo comigo este ano. Como fã antiga (gosto desde os sete anos) e amante de hard rock, sei que será inevitável conter a emoção. Conheço todas as músicas. Adoro o estilo do Jon, não só pela beleza, mas também pelo carisma, e sua energia, sem dúvida, vai contagiar toda a plateia, logicamente quase toda composta por mulheres. Minha aposta é que será um dos melhores do Rock in Rio 2013. Agora, tenho que admitir: esse dia, na minha opinião, vale só por essa banda. As outras, embora com sucessos água com açucar famosinhos, não me empolgam. Bom que enquanto elas tocam dá para descansar e guardar (toda) a empolgação para Bon Jovi. Talvez veja o Frejat, que, simpático, deve repetir o bom show da edição anterior.

Domingo, 22/09

Participar do último dia do Rock in Rio já virou hábito (embora o show do Guns de 2011 tenha tido uma enxurrada de críticas, adorei e não me arrependo de ter estado lá). Não é novidade que o Iron Maiden fará "o" show. Bruce Dickinson e cia são amados pelo público brasileiro e vou adorar marcar presença na apresentação deles. Slayer não é lá das minhas preferidas, mas respeito. Tenho curiosidade para ver o que Kiara Rocks vai aprontar para ganhar o público. Avenged Sevenfold, queridinho do rock atual, deve ser interessante. Novamente: assim espero.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Top 7: melhores artistas do Rock in Rio 2013


Uma edição literalmente mais rock do que a de 2011, o Rock in Rio deste ano, que começa daqui a 30 dias, traz uma mescla de artistas dos mais variados estilos, para agradar os gostos mais peculiares. Tem hard rock, metal, new metal, grunge, entre outros mais pop, digamos assim. A seguir, uma lista com a opinião do Shine and Rock sobre os mais interessantes artistas que vão se apresentar e uma música de cada um que não deve faltar.

Bon Jovi

Um dos maiores expoentes de hard rock de todos os tempos, a banda liderada por Jon Bon Jovi e surgida no início dos anos 80 se apresenta na sexta-feira 20/09. Hit absoluto naquela década, You give love a bad name vai fazer o delírio da galera.



Metallica
O grupo de metal promete fazer o mesmo sucesso da última edição do festival com o seu longo show, repleto de hits e pirotecnia que acontece no dia 19/09. Blackened do álbum And justice for all é um show à parte.
Iron Maiden

Uma das bandas mais adoradas pelos brasileiros e inclusive pelo Rock in Rio, Iron Maiden encerra o festival no dia 22/09. The Trooper será um dos melhores momentos do show.
Alice in Chains

Destacado como um dos melhores grupos de grunge de todos os tempos, Alice in Chains não conta há um tempo com seu vocalista original, mas mesmo assim vai se esforçar para agradar a plateia no dia 19/09. Canção mais pop do grupo, Man in the box, não vai faltar.
Sebastian Bach

Famoso por ter integrado a banda de hard rock Skid Row, Sebastian é querido pelo público e fará uma das melhores apresentações do palco Sunset dia 19/09. Costuma cantar um dos hits do grupo que o tornou famoso: Monkey Business.

Bruce Springsteen
Mega astro experiente, o cantor americano será a atração principal do dia 21/09. Incontáveis canções devem fazer o delírio do público, mas o hino oitentista Dancing in the dark deve ser destaque.
The Offspring
Queridinho dos adolescentes dos anos 90, a banda foi injustamente colocada no palco Sunset no dia 14/09. Deveria estar no palco Mundo, mas, enfim, a nostalgia deve tomar conta com a execução de Come out and play (gotta keep separated).

domingo, 19 de maio de 2013

Quatro meses para o Metallica no Rock in Rio 2013

Daqui a exatos quatro meses, o palco do Rock in Rio vai estremecer com a apresentação do mais famoso grupo de metal. Garantia de momentos incríveis, com um passeio pela trajetória de sucesso de mais de 30 anos. Mesmo quem não é fã absoluto e não sabe todas as canções vai se deliciar com fantástica banda de metal, que provou que o tempo só lhe fez bem.


Da simpatia à incrível presença de palco, James Hetfield deve repetir a memorável apresentação da última edição do festival, há quase dois anos. Juntamente com os companheiros de banda, é fato que vai explodir hits absolutos. Surpresas? Sim, no meio do caminho devem aparecer (é só lembrar da execução inesperada de Orion no RIR 2011).

Contagem regressiva: faltam apenas quatro meses para o Metallica arrebentar, mais uma vez, na Cidade do Rock. E contagem também para (re)viver alguns detalhes que, por excesso de adrenalina ou felicidade extrema, passaram despercebidos; afinal, era muita emoção estar no meio da galera no sensacional show.

Diferenças

No último Rock in Rio, a banda se apresentou em um domingo, o que facilitou o trânsito para o local, possibilitando ao público chegar bastantes horas antes ao local do show. Neste ano, entretanto, o dia "D" é numa quinta-feira: dia de trabalho normal para os cariocas e, por consequência, trânsito intenso. Outra diferença da edição anterior do festival é que foi Slipknot que tocou antes e, quem estava presente, sabe que os mascarados deixaram o público in flames. Já em 2013 será de Alice in Chains a missão de anteceder o Metallica. Com certeza um bom grupo, embora não tenha Layne Staley como frontman já há 11 anos. Tomando por base os últimos shows apresentados, não deve decepcionar.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Um ano do show do Metallica no Rock no Rio 2011

Impossível esquecer aquele frio domingo, 25 de setembro de 2011, no Rio de Janeiro. A cidade inteira parecia estar ansiosa para começar logo o dia do metal. Pelos calçadões das praias, turistas de todo o País passeavam vestidos de preto: visual básico. Os ônibus, vans e taxis recolhiam das ruas os fãs das bandas que tocariam no festival. Mas a grande atracão do dia era, sem dúvida, o Metallica.

Já na cidade do rock, a ansiedade para ver James Hetfield e cia somente crescia. Heinekens à vista e, após um rápido lanche, era hora de pegar um lugar estratégico - quanto mais perto do palco, melhor. As duas primeiras apresentações, respectivamente de Gloria e Coheed and Cambria, levantaram o público com covers do Pantera e Iron. Lemmy e seu Mothorhead esquentaram com seus hits. Embora o show seguinte, do Slipknot, tenha enlouquecido a galera, já passava da hora do Metallica apresentar o melhor show do RIR 2011.

Do you feel it?

Estava tocando a música It's a long way to the top do AC/DC, quando, de repente, todas as luzes se apagaram. Impossível não se arrepiar com a execução do The ecstasy of the gold. Quando, então, começou Creeping death, o sonho começou a se realizar. A vontade de ver aquele show e aproveitá-lo ao máximo, com certeza, era a vontade dos cerca de 100 mil espectadores.

As vibrações eram tão positivas e cheias de energia que James parecia estar no céu ao cantar. Trujillo fez valer a famosa linha de baixo em From whom the bells tolls. Vieram Fuel, Ride The lightning, Sanitarium, Fade to black... depois alguns hits do álbum Death Magnetic, como Cyanide e All nightmare long. Tudo maravilhoso para quem assistia a poucos metros de distância.

O momento

Há exatamente um ano, reafirmo que o momento mais marcante do show foi quando a banda tocou Orion. Sinceramente, parecia mentira de tão bom de ver e ouvir! Alguns presentes comentavam que o melhor baixista fora o Cliff Burton. E ele ganhou sua justa homenagem, pois alguns sortudos que conseguiram ficar na frente levaram uma grande faixa - feito este que emocionou todo o grupo.

Engraçado que parece que a ficha somente caiu após a explosão de hits como Blackned, Sad but true, Master, Enter Sandman, One... Aliás, sensacionais os shows de pirotecnia! Nessa hora, parecia que todos estávamos dentro de um DVD do Big 4... (Como tenho, sabia exatamente a sequência).

Estamos juntos

A interação da banda com o público é fantástica e os artistas puderam comprovar isso no RIR. James se arriscou a falar algumas palavras em português e as mais célebres foram em forma de pergunta: "Estamos juntos?", dizia ele com um sotaque nota 10. Outro ponto é que, notoriamente, ele estava encantado de voltar a tocar Rio de Janeiro, já que citou o nome da cidade várias vezes, empolgando a plateia com o seu "Rio, do you feel it?".

No bis, I am evil, Whiplash e, obviamente, Seek and destroy. Nesta canção, várias bolas de plástico foram lançadas ao público, para mais momentos de delírio.

Acredito que o show durou pouco mais que duas horas. Para que mais?  O importante foi estar lá e o mais à frente possível, sendo empurrada, gritando, curtindo todos os momentos do melhor show da edição de 2011- o mais rock, literalmente.

São tantos detalhes... Escrever é uma delícia, mas neste caso vale a máxima: só sabe quem esteve lá! Afinal, o dia 25/09/11 ficou marcado na memória de todos aqueles que viveram e respiraram metal na cidade do rock. Sensacional.

sábado, 7 de abril de 2012

Foo Fighters arrebenta 1º dia do Lollapalooza

Alguns minutos antes do horário previsto para começar sua apresentação, às 20h30, o Foo Fighters subiu ao palco do Lollapalooza, que está sendo realizado no Joquey Club de São Paulo, hoje e amanhã, para fechar com chave de ouro a noite do primeiro dia do festival.

Dave Grohl parecia não se conter de alegria nos primeiros segundos que pisou no palco. E os fãs, afoitos, foram presenteados com os brilhantes riffs que anunciavam a primeira canção All my life. Na sequência, gritos inundaram o show, pois começava o hit mais famoso do grupo, Time like these. 

Com uma faixa na cabelo, Grohl demonstrava que, com ele, não tem tempo ruim e sua principal característica é o carisma. Os demais músicos do grupo atuaram sempre no mesmo ritmo, comprovando que não é à toa que Foo Fighters é a melhor banda de rock da atualidade. Em seguida, seguiram as canções Rope e The pretender.

Emoção 

Trajando camiseta, calça jeans e tênis pretos, Grohl comprovou que o tempo só lhe fez bem e o Foo Fighters é a sua realização não só profissional, mas, sim, pessoal. Ao cantar My hero, ele se emocionou. E a platéia mais ainda, quando alguém lançou uma bandeira do Brasil e ele a pegou com firmeza, demonstrando a felicidade de estar de volta ao Brasil, depois de dez anos. 

Ao se apresentar disse "Hey. Hi. We're Foo Fighters. Nice to meet you. We're a band and we have a lot of fuckin' time and fuckin' songs."  Em seguida, continuou a sessão de hits, com Learn to fly, White limo, Arlandria e Breakout.

Gritos

Grohl tem a marcante característica de não cantar as músicas, mas, sim, gritá-las. E isso se evidenciou no show do Lolla. Como que imaginando que deveria economizar sua voz, trocou de lugar com o baterista Taylor Hawkins, o qual cantou com maestria a bonita Cold day in the sun. 

Na sequência, Grohl voltou e foram apresentadas as músicas Long road to ruin, Stacked actors, Walk (para delírio total da plateia, afinal a canção foi premiada no Grammy), Generator, Monkey Wrench (na qual Grohl não economizou gritos) e This is a call.

The Wall

De repente, os espectadores foram agraciados com a interpretação da música In the flesh do disco The Wall do Pink  Floyd, cantada pelo Taylor. Momento grandioso. Roger Waters certamente aprovaria a homenagem.

Oh!

Os fãs do Foo Fighters prestaram uma homenagem ao grupo, quando este cantou a última canção Best of you. Grande parte dos presentes levantou, cada um, um cartaz com a palavra Oh, bem no momento do coro dessa música. Grohl e cia aprovaram a atitude.

Bis

O grupo, depois de tocar For all the cows e Dear Rosemary, convocou a cantora que anteriormente havia se apresentado a retornar. O Joquey Club quase caiu abaixo, quando Joan Jett tocou dois dos seus principais hits junto ao Foo Fighters: Bad reputattion e I love rock n' roll. Para encerrar, como disse Grohl "this song is for you", Everlong.

Tocando grande parte dos seus hits e praticamente o seu último disco inteiro (Wasting Light), Foo Fighters comprova o quão importante é para o cenário do rock da atualidade. E Dave Grohl confirma a simpatia de pessoa que é. Vida longa ao Foo Fighters!

Foto: site do Terra

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Metallica e seu próprio festival

Espetacular. Show. Fantástico. Por meio do seu site, o Metallica anunciou hoje mais cedo o seu próprio festival: Orion Music + More, que será realizado nos dias 23 e 24 de junho, nos Estados Unidos. Esse evento, mesmo antes de acontecer, já é sucesso absoluto.

Metallica é uma das bandas de metal mais adoradas do mundo. Prova disso são seus fiéis seguidores. Já são mais de 
30 anos com altos e baixos, mas sempre lançando êxitos, clássicos até.

Para nós, que estamos no Brasil, nos resta uma inveja (boa) do citado festival. Quem sabe um dia o Orion Music + More chega aqui... Fica uma grande esperança.

Podemos, entretanto, nos vangloriar de termos abrigado, no dia 25/09/11, no Rock in Rio, um dos melhores shows do Metallica. Quem esteve lá também pôde presenciar tamanha alegria dos quatro músicos. Parecia, inclusive, ao final de Seek and Destroy, que eles não queriam ir embora do Rio.


Momento saudades: