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domingo, 17 de novembro de 2013

Rock of ages: filme homenageia o melhor do hard rock dos anos 80

Uma verdadeira homenagem ao melhor do hard rock, especialmente dos anos 80. Assim se resume o musical Rock of ages, versão hollywoodiana, lançado em julho de 2012. A história começa ao som de Paradise city, do Guns n' Roses, que embala a viagem da mocinha do interior rumo à cidade grande Los Angeles. Já no ônibus, a balada Sister Christian do Night Ranger ajuda na esperança de dias melhores para ela poder alcançar o seu sonho de virar cantora. Esse é o mesmo objetivo do garçom do melhor pub de rock daqueles anos chamado Bourbon Room. Ao som de Poison com a clássica Nothing but a good time, o rapaz Drew reclama de ter que ralar e não ser reconhecido.

Depois de ser assaltada, a mocinha Sherrie (Juliane Hough) fica sem sua mala, mas ganha o coração de Drew, que a convida para trabalhar no Bourbon Club. Para comemorar, eles saem para passear e vão direto a uma loja de discos, cuja música de fundo é I remember you, do Skid You (dos anos 90). A seguir, um medley com Juke box hero, do Foreigner (dos anos 70)  e I love rock n' roll de Joan Jett (esta última interpretada pelos atores Alec Baldwin e Russel Brand, com atuações impagáveis). Em seguida, a excelente interpretação da "vilã" Catherine Zeta Jones da música Hit me with your best shot, de Pat Benatar. 

Romance

No primeiro encontro dos mocinhos, a trilha é de Waiting for a girl like you, de Foreigner, que combinou melhor com a voz do ator Diego Boneta. Novamente, ele solta a bela voz ao cantar Don't stop believing, do Journey. Sim, com essa declaração, o namoro é selado. Várias cenas do novo romance são embaladas por Talk dirty to me, do Poison. A paixão é tanta que Cherrie indica  Drew e sua banda para abrir a atração mais esperada daquela noite no pub. Para comemorar, mais um medley, desta vez com More than words, do Extreme, e Heaven, do Warrant.

A atuação mais comentada do filme foi a de Tom Cruise, que deu cara a Stacee Jaxx, o rei do hard rock. E adivinha onde ele tocaria naquela noite? Isso mesmo, no Bourbon. Quando ele entrou no local, a música homônima do filme, originalmente de Deff Leppard, tocou. O astro recebe uma repórter do revista Rolling Stone que lhe pergunta "Como é ser Stacee  Jaxx?". Em resposta à pergunta, ele canta a sua versão de Wanted dead or alive, do Bon Jovi. Logo, ele está no palco, com grandes efeitos de pirotecnia para ninguém botar defeito. Depois, surge um clima entre Stacee e a repórter e I want to know what love is, novamente de Foreigner, esquenta o momento. Destaque para a voz fina de Tom Cruise, que claramente tentou imitar os famosos agudos dos vocalistas do hard rock 80's.

Hora do show

Um mal entendido faz Drew pensar que, ao invés da jornalista, Stacee estava com Sherrie. Com ciúme, ele quase não faz seu show. Mas pensa melhor e resolve cantar sim. O resultado é a fulminante interpretação de I wanna rock, do Twisted sister. O detalhe importante são as várias echarpes do microfone, em uma clara homenagem ao frontman do Aerosmith, Steven Tyler. Depois, a atração da noite solta a fenomenal Pour some sugar on me, do Def Leppard. 

Mal tratada pelo namorado, Sherrie sai pelas ruas desolada. Hora do medley Shadows of the night e Harden my heart, ambas de Pat Benatar. Bringin on the heartbreak do Def Leppard ao fundo mostra um novo caminho à mocinha: uma casa de striptease. Do outro lado, o futuro astro do rock Drew resolve se reerguer ao som de Here I go again, do Whitesnake. Nesse interim, os personagens de Alec e Russel cedem a sua paixão ao som de Can't fight this feeling anymore do Air Supply. 

Enquanto Cherrie se reergue com Any way you want it, de Foreigner, Drew se vê em maus lençóis ao ser levado a formar uma boy band por influência do ex-empresário de Stacee. Os mocinhos coincidentemente se encontram e percebem que a vida de cantores não está dando certo. Nada melhor que Every rose has its torn, do Poison, para esse momento down, que também acomete os outros personagens, inclusive Jaxx, que fica arrasado ao ver uma matéria detonando-o na Rolling Stone.

Rock nunca morre

Para fechar o filme, a luta para manter o rock acesso tanto em Los Angeles quanto no Bourbon room com o medley de We built this city, do Starship, e We're not gonna take it, do Twisted Sister. A seguir No one like you, do Scorpions, mostra a Tom Cruise que ele está apaixonado pela repórter. Após um mico se apresentando com uma boy band, Drew beija Sherrie e mostra que nunca se pode deixar de acreditar nos sonhos ao som da mais famosa música do Journey, Don't stop believing, que supostamente ele compôs para contar a história de sua namorada. The end and the rock never dies.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aerosmith encerra Monsters of Rock com hits das antigas

Back in the saddle foi a canção escolhida pelos simpáticos senhores do Aerosmith para abrir o show que encerrou com chave de ouro a noite deste domingo, 20, do festival Monsters of Rock, em São Paulo. Para a apresentação, Steven Tyler, com seus indefectíveis lenços no microfone, escolheu uma camisa estampada de oncinha e uma calça azul com listras brilhosas. Sim, é a cara dele e ele notoriamente se sente à vontade vestido assim. Joe Perry, com vestimenta mais comportada, mostrou bastante interação com o vocalista, afinal, juntos, formam uma das duplas mais icônicas do hard rock.

A segunda música foi um brinde aos anos 80 com Love in the elevator e a próxima aos 70 com Toys in the Attic. Depois, para delírio da plateia, veio o hit Pink, com o fantástico solo de gaita do frontman Steven Tyler, que aproveitou para fazer seu ritual de caras e bocas. Dude like a lady botou todo mundo para dançar. E os gritinhos do vocalista sessentão com certeza causaram bastante admiração. Mais um hit dançante: Rag Doll.

Steven fez dos seus passeios pela passarela montada estrategicamente em frente ao palco a alegria dos fãs mais apaixonados, com os quais interagiu ao longo de todo o show como que agradecendo a devoção. Sim, quem é habitué dos shows da banda sabe que esse costuma ser o melhor point.

"I was cryin' when I met you, now I'm tryin' to forget you..." Os versos da Cryin', uma das baladas mais ouvidas dos anos 90, mexeram com o público. Neste momento, Steven deu seu especial show à parte com o belíssimo solo de gaita. Na próxima canção, a guitarra base de Brad Whitford introduziu a setentista Last Child. Mais conhecida do público, Jaded satisfez os mais jovens e mostrou a potência vocal do ex-jurado do American Idol.

Depois, o solo de um magro Joe Perry invadiu agradavelmente os ouvidos de todos, que gritaram animadamente o nome dele. Para agradecer, mandou o blues Combination. Em seguida, Eat the rich e suas batidas colocaram o público para pular. Uma pequena homenagem ao Led Zeppelin aconteceu com uns segundos de Whole lotta love.

Quem introduziu a bela What it takes foi o público, afinado e com a música na ponta da língua. Steven seguiu à capela, demonstrando o incrível poder da sua voz. Hey, hey, hey. Era hora do hino Livin' on the edge, que contou com uma interpretação totalmente entregue de Mr. Tyler, com direito até a gemidos no final. Também emocionante foi a execução da hollywoodiana Don't wanna miss a think.

O público do Monsters of rock teve a sublime oportunidade de ser agraciado com No more no more, saída diretamente do fundo baú. Nesse momento, mais uma vez, a dupla Tyler e Perry mostrou afinação e companheirismo nos mais de 40 anos de estrada. O guitarrista, animado em ver os fãs vibrando com o old time, desceu para solar virtuosamente. Em seguida, o cover que consegue superar o original com Come Together. Uma convidada ao palco teve a honra de fazer a clássica dancinha da oitentista Walk this way com Steven.

Após um pequeno hiato, eis que aparece na passarela a estrela da noite: um senhor piano para dar vida à maravilhosa Dream on. Perry e Tyler se revezaram para subir no instrumento e, ao final da música, grandes estrondos de fumaça para coroar a balada. Sweet Emotion, e sua espetacular linha de baixo (que não puderam contar desta vez com Tom Hamilton, já que ele estava doente) confirmaram que os bons hits são como o vinho. Um final com toda a pompa, mas surpreendentemente sem o típico bis e sem vários outros hits, como Crazy, Fallig in love e Mama Kin.


Foto: Stephan Solon

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Iron Maiden realiza show digno de final de Rock in Rio

Quando, ao final do Rock in Rio 2011, a organização do festival anunciou que gostaria de ter Iron Maiden entre as atrações do próximo evento, já imaginava que teria um motivo pra lá de especial para comprar o ingresso. A banda já havia tocado na primeira e terceira edição e seus shows tinham sido sensacionais. O do Rock in Rio 2013, entretanto, superou as expectativas. Organizado, coordenado e, claro, maravilhoso. E olha que é difícil uma apresentação ganhar todos os pontos positivos.

Minutos após o horário previsto para entrar, o cenário, os telões e a música anunciavam: era hora de Bruce Dickinson e cia reinarem absolutos. Começou com Moonchild, seguindo o setlist da turnê Maiden England, que recria o show de 1988 Seventh soon of a seventh son. Todos os integrantes a postos e era hora de disparar Can I play with madness e The prisioner. Para delírio do público, que se empurrava saudavelmente, Iron executou Two minutes of midnight.

De lá pra cá

Além da pirotecnica, do Eddie, das caveiras e de todos os efeitos, a maior característica do show da banda é a performance do vocalista Bruce. Não há algum lugar do palco pelo qual ele não passe, correndo, se mexendo, fazendo careta e sorrindo, afinal, o seu carisma é um dos principais triunfos. Houve momentos, inclusive, que dava a impressão que ele cairia ou escorregaria. Tudo bem, tudo era festa e permitido nesse dia.

Cerca de 40 minutos depois do show, a vestimenta do vocalista e as bandeiras anunciavam: era hora de The tropper, na qual o público foi agraciado com uma discreta chuva para ajudar a segurar a onda, já que, em seguida, todos pularam juntos para a sequência: The number of the beast, Phantom of the opera, Run to the hills, Wasted years e a música-título da turnê.

This is the fear

Com um show empolgante do início ao fim e constante, com muito respeito por parte dos fãs-não se viu bagunça, nem violência, é difícil apontar um momento alto. Claro que, por já saber que se aproximava do fim e por ser uma das mais famosas canções, Fear of the dark teve seu encanto. A música homônima da banda foi escolhida para encerrar. Antes do bis, algumas pessoas não aguentaram o calor, que havia voltado com tudo após a breve chuva, e se retiraram. Ponto para quem quis se aproximar da grade e ver os senhores do Iron Maiden bem de pertinho!

O bis veio com gosto de quero mais. Assim como vários momentos do show, o público gritava "Maiden, Maiden". E a banda, simpática, retribuiu com mais três hits: Aces High, The evil that men do e Running free. Na última, Bruce fez mais gracinhas e bebeu sua cerveja Tropper. Claro, depois cuspiu e sorriu. Todo o grupo se despediu e o baterista Nikco deu seu show particular, distribuindo baquetas e pratos. Final digno.

                

domingo, 22 de setembro de 2013

Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013

Passava da meia noite na cidade do rock. Calor e pouco vento. Um monte de metaleiros amontoados aguardando o show mais esperado da noite. Pessoas comentavam: "Metallica não costuma atrasar. Daqui a alguns minutos começa. E, de acordo com o último setlist, será com Hit the lights". Passaram-se dez minutos e nada. O empurra-empurra continuava. De repente, um homem alto e careca anunciou: "Quando começar, vou abrir a roda!". Fãs, especialmente as escassas mulheres, ficaram espertos. Quem mandou ficar perto do palco e ainda no meio?

Enfim, contrariando as expectativas, houve um atraso de mais de meia hora - uma eternidade para a galera, que começou a vaiar nervosamente. O cansaço era evidente, afinal a maioria tinha encontrado seu lugar ao final do show do Sepultura e não tinha saído mais.

Liguem as luzes

Depois de um setlist programado estrategicamente para levantar o público, começou It's a long way to the top if you wanna rock n' roll, do AC/DC. Nesse momento, todos já sabiam que, finalmente, James, Lars e cia entrariam no palco. Nunca a execução de Ecstasy of the gold foi tão aclamada. Hits the lights começou rasgando e, em seguida, Master fez com que todo mundo liberasse a adrenalina da espera ansiosa pelo início do show. Nesse momento, o show adquiriu um tom um pouco incômodo com duas enormes rodas de hardcore na frente. Sim, o homem mencionado acima cumpriu sua promessa. Novamente: quem mandou ficar na frente e no meio?

A banda tocou hits que deixou para trás na edição de 2011 como Harvest of sorrow - onde o tímido Hammett  agita a galera com seu "Hey, hey..." -, The day that never comes - que realmente ninguém esperava, assim como Wherever a may roam - e And justice for all. Logicamente não faltaram as clássicas como One, cujos estrondos estavam super altos, pelo menos para quem ficou bem próximo ao palco como nós, além de Sad but true, Sanitarium, Nothing else matters e Enter sandman. 

Oh, yeah

James Hetfield e seu estiloso colete, novamente, destacou-se como um dos frontmen mais animados e adorados pelo público do Rock in rio. Ele soube ganhâ-lo em várias oportunidades, especialmente ao dizer "Oh, yeah" e "Rio" incansavelmente. Lars, notoriamente deixando o cabelo crescer dando graça à sua careca, também sabe o poder que tem junto aos metaleiros. Trujillo e sua linha do baixo como sempre arrebentaram em From whom the bells tolls e em várias outras. 

O bis do Metallica é sempre um momento ímpar. Deste vez escolheram Creeping death, um hit absoluto e com o qual abriam o festival anterior. Battery foi mais uma surpresa e, para fechar, Seek and Destroy com as já famosas bolas pretas do Death and Magnetic. Enfim, show sensacional exatamente como era esperado. 

                       

sábado, 21 de setembro de 2013

Bon Jovi distribui simpatia em show do Rock in Rio

Bon Jovi, uma das bandas mais esperadas desta edição do Rock in Rio, agradou em cheio os fãs que  se apertavam a todo custo para ocupar uma posição melhor para ver o simpático vocalista. Dos demais músicos, estava presente somente o tecladista David Bryan do grupo original, já que Tico Torres teve que ser levado às pressas para uma nova cirurgia e Sambora foi afastado há pouco tempo.

No início do show, o som estava bem mais baixo do que o da apresentação anterior do Nickleback, mas esse detalhe técnico foi se ajustando e a galera estremeceu a cada canção, seja antiga, seja nova. O público, composto igualmente por homens e mulheres, já estava com as músicas do novo álbum na ponta da língua. Tudo para agradar uma das bandas mais queridas de hard rock que existem.

Sorrisos

A simpatia de Jon Bon Jovi, já famosa em outras apresentações, foi o destaque do show no Rock in Rio. Ele sorriu 90% do tempo e, nos demais, fez pose de galã - afinal, ele sabe que é amado e admirado. Mesmo assim, fez questão de cativar o público, interagindo, conversando, dançando e, claro, mostrando seus belos dentes, que mais pareciam brilhantes. 

Em uma apresentação de mais de duas horas, o grupo reviveu sucessos absolutos, como Keep the faith, You give love a bad name, Bad medicine, It's my life, Have a nice day, Raise your hands, entre várias outras. Destaque para Runaway, introduzida por "This is a song that we made a long time ago". Das novas, o ponto alto foi Because we can, que agradou em cheio, juntamente com What about now.

Outro momento que merece destaque foi quando uma fã foi chamada ao palco, por portar um cartaz no qual falava que há quase 20 anos já tinha subido nesse local e queria repetir esse feito. A sortuda conseguiu e ainda recebeu selinhos do cantor-galã. Momento inveja de todas as milhares de mulheres presentes no show e, com certeza, as que assistiam ao show de casa.

Bis inesquecível

Após duas horas de show, Bon jovi apareceu para o bis, introduzido por Dead or alive, na qual o cantor com seu violão já estava com uma camisa sem manga e pôde mostrar suas famosas tatuagens. Em seguida, veio a alegre Have a nice day. Finalmente, para alegria dos fãs mais fervorosos, Jon cantou Prayer 94, quase que a capela, como introdução do hit mais famoso do grupo, Living on a prayer. 

Depois de dar tchau e deixar a galera gritando hipnotizada, o grupo voltou para atender o pedido de quase cem mil pessoas: a execução da belíssima balada Always. Choros e muita emoção neste inesquecível momento. 


domingo, 15 de setembro de 2013

Um brinde à adolescência com Offspring

Um passeio pelos anos 90 e início dos 2000, repleto de lembranças dos (bons) momentos vividos na adolescência. Esse foi o resumo da apresentação do The Offspring no Rock in Rio. Para delírio do público, o grupo, comandado por Dexter Holland e seu habitual cabelo oxigenado, encheu o início da noite do sábado, 14/09, de hits absolutos, como Come out and play, The kids aren't alright, Staring at the sun e Want you bad. Não era surpresa, pois a plateia já sabia que seria um revival de músicas que fizeram muito sucesso anos atrás. Isso foi demonstrado no coro conclamando a entrada da banda desde o final da apresentação do Tributo ao Raul Seixas. Muita gente, inclusive, perdeu de perto o show do Capital Inicial para garantir o lugar em frente ao palco secundário do festival.

Veja a execução de Come out and play:





Ao tocar as divertidas Pretty fly (for a white guy) e Why don't you get a job, que já embalaram muitas festas no início dos 2000, a banda confirmou que o resultado positivo de uma apresentação depende muito de agradar o que a galera quer ouvir. E os jovens senhores do Offspring foram espertos e souberam conduzir bem a uma hora reservada para o show no palco sunset.

Confira The kids aren't alright:



Falando nisso...

Desde que foi anunciada no Rock in Rio 2013 nesse palco, percebi que a banda norte-americana foi injustiçada.  Pela experiência e variedade de hits que, sem dúvida, fariam a alegria do público no segundo dia de festival, Offspring merecia se apresentar no palco mundo. Diria até que poderia ser a segunda ou terceira banda da noite. Particularmente, no lugar de Florence and the Machine, que, embora tenha presença, destoou das demais apresentações interessantes feitas por Capital Inicial, 30 Seconds of Mars e Muse - esta última, confesso, não conhecia bem e me surpreendeu pelo simpático show.



segunda-feira, 4 de março de 2013

O fantástico disco P.u.l.s.e do Pink Floyd



Ouvir CD's, hoje em dia, parece estranho, retrógrado, para aqueles que se acostumaram a escutar música por meio de iPods, MP3's, pen-drives e cia. Entretanto, quem é daquela época em que ir às lojas, para comprar aquele maravilhoso CD do seu cantor ou banda preferido, era uma grande felicidade sabe da importância de conservá-lo, cuidá-lo e mantê-lo sempre ali ao seu alcance, quando bater aquela súbita vontade de apreciá-lo.

Obra-prima

Comento isso porque, ao limpar uma estante com valiosos CD's de rock, deparei-me com um lançado em 1995, e cujo layout talvez seja um dos mais fantásticos que já existiram: o nome atende por P.u.ls.e. Para quem não sabe, é mais uma obra-prima do lendário grupo inglês Pink Floyd, que contém dois discos, que resultaram da gravação de shows realizados na Europa e nos Estados Unidos ao longo do ano 1994.

O disco em questão é especial para aqueles momentos em que você quer relaxar, se inspirar ou, simplesmente, apreciar excelentes canções. E inevitavelmente relembrar como era bom ouvir um CD inteiro e garantir momentos repletos de prazer e tranquilidade.

Review

O P.u.l.s.e irradia nostalgia aos ouvintes, já que passeia pelos maiores sucessos da carreira da banda, apesar de não contar com o baixista Roger Waters. Como destaque citaria a canção que abre o espetacular álbum: Shine on you crazy diamond, que, com seus 13 minutos e exatos 34 segundos é uma ode à vida e obra do primeiro vocalista e guitarrista Syd Barrett. Sem comentários de tão maravilhosa canção, cujo solo, capitaneado por David Gilmour, é um dos mais belos que existem no mundo do rock.

A seguir, seguem mais hits como Astronomy domine, Learning to fly, Sorrow, Hey you e a mágica High Hopes. Para fechar, a canção mais conhecida do público: Another brick in the wall (part 2).

O início do segundo disco também presenteia os ouvidos com a dobradinha Speak to me e Breathe. A seguir, algumas música do mais famoso álbum do grupo (The dark side of the moon), tais como Time, Money, The great gig in the sky e On the run. Também tem a baladinha Wish you were here - já conhecida do público nem tão fã do Pink. Fechando o disco estão Confortably numb e Run like hell (The Wall) e duas das  melhores do P.u.l.s.e.

Enfim...


Como mencionado anteriormente, este disco é épico, de colecionador mesmo. E, mesmo em uma época em que comprar CDs é uma rara ação, Shine and Rock recomenda ir à loja mais próxima e garantir a belíssima obra-prima chamada P.u.l.s.e. e repassar o valioso disco para todas as próximas gerações. O amor ao rock agradece!

sábado, 22 de setembro de 2012

Aerosmith cover deixa público em êxtase

Puro êxtase. Delírio total. Intensa alegria. Estas foram as sensações que o show do Aerosmith cover, que aconteceu ontem, no Samauma, em Goiânia, despertou no público. Quem esteve presente aproveitou cada segundo da fantástica apresentação da banda paulista Fever, cantou todas as músicas em coro e saiu com a sensação de quero mais.

Os artistas fizeram um show completo, com direito a solos e interpretações fiéis à banda, inclusive relembrando a intensa parceria entre Steven Tyler e Joe Perry. Os lenços no microfone estavam lá e o vocalista cover impressionou pela semelhança com o original. A voz? Também!

Mix de sucessos

A banda tocou os principais hits do Aero, os quais, aliás, eram conhecidos do público, que os entoou a uma só voz, tornando o show super interativo. Falling in love, Eat the rich, Love in an elevator, Cryin', Jaded, Fly away from here, Dude's like a lady, Train keep A-Rolling foram alguns sucessos. A mais pedida, cantada, esperada foi, é claro, Crazy. 

Algumas particularidades do show:
  • O público pediu, incessantemente, a canção Hole in my soul. O vocalista, entretanto, disse que o grupo não a tocava por achá-la "chata". Por alguns segundos, os fãs do Aero fizeram cara de decepção, a qual foi desmanchada quando o artista começou a cantá-la à capela e, em seguida, o grupo todo acompanhou. O solo do "Joe Perry"? Indefectível. Momento ímpar, já que é raro covers tocarem a bela canção;
  • A execução da linda música do álbum Pump (1989), What it takes, foi a surpresa da noite. Apesar de ser considerada um pouco lado B, por aqueles que não são tão apreciadores do Aero, quem estava no pub ontem a cantou toda e com bastante empolgação;
  • O momento "emoção" da noite foi quando o vocalista anunciou que tocaria a canção de que mais gosta. Em segundos, o público viajou ao som de Dream on e do verso Dream untill your dream come true;
  • A pedido do público, que solicitou a sua execução em coro, veio a penúltima: Angel. Os rostos dos artistas denunciaram que tocar esta canção é um prazer para eles;
  • Living on the edge foi a música escolhida para encerrar o show. Sensacional. Maravilhosa. E o público aplaudiu, com gosto, a excelente banda cover, demonstrando que, em Goiânia, tem, sim, gente com bom gosto musical.
Enfim...

Em outra oportunidade, se não me engano há uns três anos, já tinha visto um show desta banda. Continua sensacional. A minha visão é que mudou, pois, anteriormente, não tinha apreciado um show do Aerosmith. Hoje, confirmo o que vi a alguns metros na minha frente, na apresentação do grupo no Palestra Italia em São Paulo, no dia 29 de maio de 2010: é a banda mais importante para mim, pois foi a que me ensinou a gostar, mesmo, de rock, aos nove anos de idade. Então, assistir a um cover do Aero é relembrar e reviver cada detalhe desse dia inesquecível.

Confira o site da banda Fever: http://www.aerosmithcover.com/

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cover paulista do Kiss, DESTROYER arrebenta em Goiânia

Você sente quando uma banda está, de fato, afim de tocar em um lugar. Sente quando o objetivo da sua apresentação é proporcionar excelentes momentos para o público, independentemente da casa estar lotada ou não. Sente, ainda, que valeu cada segundo a sua presença no show, pois ela foi valiosa e contribuiu para a alegria da banda.

Esse foi o resumo da apresentação de um dos mais aclamados covers do Kiss do mundo, a paulista DESTROYER, que tocou em Goiânia, na última sexta-feira (06/07), no Samauma. O público, simplesmente, delirou a cada movimento dos músicos, devidamente caracterizados com as maquiagens e indumentárias do Kiss, além, é claro, da famosa pirotecnia, com fogos e labaredas.

O público se manteve fiel, o tempo todo na frente, saboreando a oportunidade de assistir à teatral apresentação. Os quatro músicos representaram a época gloriosa do Kiss nos anos 70, cujos integrantes eram Paul Stanley (vocal e guitarra base), Gene Simmons (vocal e baixo), Ace Frheley (guitarra solo) e Peter Criss (bateria).

Não faltaram hits absolutos como I love it loud, Black diamond, Lick it up, Rock hard, I'm alive, Shout it out loud, Hard luck woman, entre vários outros. Agora, se puder escolher três canções que, definitivamente, marcaram a apresentação do DESTROYER, escolheria três:
  • I was made for lovin' you - de repente, tudo fica escuro e Gene Simmons toma conta do palco, tocando uma sensacional linha de baixo. O público delira; de repente, fazendo jus à fama, começa a cuspir sangue, surpreendendo todos os espectadores. Em seguida, ele toca essa canção;
  • Rock and roll all nite - a canção mais esperada por todos os presentes foi brilhantemente executada. E Paul Stanley não se conteve, descendo do palco ao encontro do público, o qual majestosamente cantou junto "I wanna rock and roll all nite, a party every day", transformando em um momento inesquecível;
  • Detroit rock city - a apresentação da música, cujo título inspirou o nome da banda cover, teve um gostinho especial: duas crianças, loucas por Kiss, foram chamadas para cantá-la no palco. Pais, mães, público em geral e banda cantaram junto, finalizando o show com chave de ouro.
O grupo, super solícito, deixou-se fotografar ao longo da apresentação, fazendo caras e bocas. Não se pode esquecer os fantásticos solos de guitarra de Ace Frheley e de bateria com Peter Criss. E, após o show, os quatro integrantes saíram para atender os fãs, ávidos por fotos.

Em resumo: DESTROYER
conseguiu realizar um show perfeito, com todas as nuances que a homenagem ao Kiss merece, garantindo ao espectador mais do que uma apresentação que bandas cover costumam fazer. Eles tocaram com o coração e com toda a teatralidade necessária.

Parabéns, DESTROYER!



Conheça o site da banda:  www.destroyerkiss.com.br

Fotos:
acervo pessoal e site O que rola

sexta-feira, 18 de maio de 2012

The Four Horsemen: o melhor cover do Metallica

Metallica é Metallica e o nome, por si só, já atrai multidões. Como, infelizmente, no Brasil, a banda original não toca com tanta frequência, o jeito é aproveitar para curtir os bons grupos covers que existem por aí.

Sob o título de "o melhor cover do Metallica da América Latina", a banda The Four Horsemen, de São Paulo, faz jus, com primazia, à maneira como é conhecida. Palavras de quem já assistiu ao show da banda original no último Rock in Rio e conhece bem as canções, maneira de tocar e trejeitos dos músicos da melhor banda de trash metal do mundo.

Os quatro músicos que compõem o grupo paulista arrebentam nos show que fazem. O palco é intensamente dominado por eles. E todos, todos mesmo, se destacam, fazendo com o que público tenha a sublime sensação de estar ali diante de James Hetfield e cia.

Sequência de hits

Como é do conhecimento da banda, o público presente, neste caso no Bolshoi Pub, em Goiânia, ontem, queria ouvir todas as músicas, de todos os discos. Como isso não é possível, até porque a média de tempo que grupos costumam tocar em casas noturnas varia entre 1h30 e 3h, os caras do The Four Horsemem se esforçaram para tocar as principais. E o esforço valeu a pena: o público entrou em êxtase cada segundo da apresentação.

Ao som de The Ecstasy of Gold, o famoso hino que introduz os shows do Metallica, a banda entrou no palco, sendo recebida calorosamente pelo público, já que foi a terceira vez que se apresentou na casa. Vieram um sequência de hits, tais como Ride the lightning, Sad but true, For whom the bells tolls, Fade to black, The Unforgiven, Nothing else matters, Master of Puppets, Seek and Destroy, Enter Sandman, Wherever I may roam, Whiskey in the jar, fechando com Whiplash. E, sim, os músicos tocaram a canção que intitula o nome do grupo, para delírio dos rockeiros.

Embora tenham faltado hits como Fuel e Creeping death, e, em especial, Orion, a banda paulista realizou mais um show marcante em Goiânia e deixou a sensação de "quero mais" em todos os presentes.

Confira um video da banda The Four Horsemen que demonstra o trabalho brilhante executado pelos músicos:



Mais sobre a banda: http://www.metallicacover.com.br/

domingo, 22 de abril de 2012

The Dark Side of the Moon: referência de bom gosto



O mês de março de 1973 entrou para a história da música. Nesse período, foi lançado um dos álbuns mais importantes que existem de rock e, provavelmente, um dos mais famosos. A capa do disco, cuja imagem é a exposta acima, então, nem se fala. Clássica e atemporal. Referência de bom gosto.

The Dark Side of the Moon, da banda legendária de rock progressivo Pink Floyd, é um álbum cujas canções falam de assuntos aparentemente simples, como:
  • A dificuldade em lidar com o tempo - Time
  • A importância do dinheiro na vida - Money
  • A efemeridade dos relacionamentos - Us and Them
  • A loucura que pode nortear a vida do homem - Brain Damage
  • A valorização do equilíbrio na vida - Breathe
Êxito considerável

Falar de temas cotidianos rendeu ao Pink Floyd grande sucesso comercial não só no seu país natal (Inglaterra), como também em várias regiões do mundo. Nos Estados Unidos, ficou cerca de 800 semanas nas paradas, de acordo com o Billboard, o que seria, mais ou menos, o equivalente a 15 anos como um dos discos mais vendidos nesse país.

David Gilmour, Richard Wright, Nick Mason e Roger Waters, provavelmente, devem ter inúmeras histórias para contar sobre o The Dark Side of The Moon. O último músico, inclusive, falou à revista Rolling Stone sobre os bastidores deste álbum na reportagem Viagem ao lado oscuro. Interessante matéria para conhecer um pouco mais sobre a excelente produção. Veja na íntegra

Primeiro passo

Como disse o Robert Dimery, editor geral do livro 1001 discos para ouvir antes de morrer:
"Para os iniciantes em Pink Floyd, (ouvir) este (álbum) é o primeiro passo". 

Shine and Rock assina embaixo.

sábado, 7 de abril de 2012

Foo Fighters arrebenta 1º dia do Lollapalooza

Alguns minutos antes do horário previsto para começar sua apresentação, às 20h30, o Foo Fighters subiu ao palco do Lollapalooza, que está sendo realizado no Joquey Club de São Paulo, hoje e amanhã, para fechar com chave de ouro a noite do primeiro dia do festival.

Dave Grohl parecia não se conter de alegria nos primeiros segundos que pisou no palco. E os fãs, afoitos, foram presenteados com os brilhantes riffs que anunciavam a primeira canção All my life. Na sequência, gritos inundaram o show, pois começava o hit mais famoso do grupo, Time like these. 

Com uma faixa na cabelo, Grohl demonstrava que, com ele, não tem tempo ruim e sua principal característica é o carisma. Os demais músicos do grupo atuaram sempre no mesmo ritmo, comprovando que não é à toa que Foo Fighters é a melhor banda de rock da atualidade. Em seguida, seguiram as canções Rope e The pretender.

Emoção 

Trajando camiseta, calça jeans e tênis pretos, Grohl comprovou que o tempo só lhe fez bem e o Foo Fighters é a sua realização não só profissional, mas, sim, pessoal. Ao cantar My hero, ele se emocionou. E a platéia mais ainda, quando alguém lançou uma bandeira do Brasil e ele a pegou com firmeza, demonstrando a felicidade de estar de volta ao Brasil, depois de dez anos. 

Ao se apresentar disse "Hey. Hi. We're Foo Fighters. Nice to meet you. We're a band and we have a lot of fuckin' time and fuckin' songs."  Em seguida, continuou a sessão de hits, com Learn to fly, White limo, Arlandria e Breakout.

Gritos

Grohl tem a marcante característica de não cantar as músicas, mas, sim, gritá-las. E isso se evidenciou no show do Lolla. Como que imaginando que deveria economizar sua voz, trocou de lugar com o baterista Taylor Hawkins, o qual cantou com maestria a bonita Cold day in the sun. 

Na sequência, Grohl voltou e foram apresentadas as músicas Long road to ruin, Stacked actors, Walk (para delírio total da plateia, afinal a canção foi premiada no Grammy), Generator, Monkey Wrench (na qual Grohl não economizou gritos) e This is a call.

The Wall

De repente, os espectadores foram agraciados com a interpretação da música In the flesh do disco The Wall do Pink  Floyd, cantada pelo Taylor. Momento grandioso. Roger Waters certamente aprovaria a homenagem.

Oh!

Os fãs do Foo Fighters prestaram uma homenagem ao grupo, quando este cantou a última canção Best of you. Grande parte dos presentes levantou, cada um, um cartaz com a palavra Oh, bem no momento do coro dessa música. Grohl e cia aprovaram a atitude.

Bis

O grupo, depois de tocar For all the cows e Dear Rosemary, convocou a cantora que anteriormente havia se apresentado a retornar. O Joquey Club quase caiu abaixo, quando Joan Jett tocou dois dos seus principais hits junto ao Foo Fighters: Bad reputattion e I love rock n' roll. Para encerrar, como disse Grohl "this song is for you", Everlong.

Tocando grande parte dos seus hits e praticamente o seu último disco inteiro (Wasting Light), Foo Fighters comprova o quão importante é para o cenário do rock da atualidade. E Dave Grohl confirma a simpatia de pessoa que é. Vida longa ao Foo Fighters!

Foto: site do Terra

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hora de Rock Star

O sonho de se tornar um rock star é uma temática habitual no mundo hollywoodiano. Jovens acreditam que conseguem se destacar na concorrida cena musical e muitos alcançam este objetivo, pelo menos no mundo nos filmes.

Uma das fitas que melhor retrata esse cenário chama-se Rock Star, lançada em 2001 e com os atores Mark Wahlberg e Jennifer Aniston como protagonistas. O filme, passado nos anos 80, conta a história de um jovem que tinha uma banda cover do grupo de rock Steel Dragon. Um dia, briga com seus colegas, porque estes o acusaram de ele não ter vida própria e não querer gravar canções de sua autoria. Chris Cole (nome do personagem principal) revolta-se, desabafa com a namorada (Jennifer), mas continua a acreditar que Steel é a sua vida.

Rock star

Alguns dias depois da briga, o guitarrista e líder do Steel Dragon liga para ele, dizendo que viu uma filmagem dele fazendo cover de uma canção de sua banda, e o convida a substituir o vocalista original, demitido pelo grupo (Bobby Beers). Começa aí a concretização do sonho de Chris - a de ser tornar um verdadeiro rock star.

Ele passa por altos e baixos, permeados de sucessos, quedas no palco, fãs histéricas, turnês, fim do namoro, admiração da família, etc. Tudo, é claro, sempre regado por sexo, drogas e rock n' roll. Enfim, a vida que ele outrora sonhou.

Um dia, Chris acorda do sonho e percebe que está cansado de viver a vida de outra pessoa. Sai, então, à francesa, no meio de um show, não sem antes convidar um espectador a tomar o seu lugar (o ator que interpreta o fã é o Myles Kennedy, vocalista e guitarrista do Alter Bridge). O fim do filme é clássico. Ele se torna um cantor e compositor, não tão conhecido, mas feliz, e reconquista a amada. Tudo isso com o fundo musical da bela Colorful.

Steelheart

O filme é um prato cheio de hits. As músicas da fictícia banda Steel Dragon foram, na verdade, gravadas pelo grupo vocalista da banda de hard rock Steelheart (Miljenko Matijevic). Os agudos são o destaque total das canções, entre as quais estão:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

AC/DC, we always salute you!

Banda de rock australiana deixa espectadores argentinos em êxtase. Jogo de luzes e efeitos pirotécnicos  os enlouquece todos os instantes. Um trem, uma tal Rosie e um grande sino chamam a atenção dos presentes. A cada solo do guitarrista, a platéia, devidamente estilizada por chifrinhos, delira, especialmente por se tratar de uma lenda do rock que costuma se apresentar com uniforme de estudante.

No vocal, uma das vozes mais marcantes do rock e que, há mais de 30 anos, substituiu um saudoso Bon Scott. Completam este, que é um dos mais famosos e adorados grupos desse estilo musical, um guitarrista base irmão do tal guitarrista-estudante, um baixista cabeludo e grisalho, sério, mas empolgado ao extremo, e um grande músico que arrebenta na bateria, quase sempre com um cigarro na boca.

Delírio argentino

Vemos a todo instante a platéia argentina cantando em um só coro. Parece pular na mesma sintonia, delirando em todas as canções, em especial nas clássicas TNT, Thunderstruck, Back in Black, Highway to hell e You shook me all night long.

Esse é o retrato do último DVD gravado ao vivo, em dezembro de 2009, pelos cinco músicos do AC/DC, no estádio do River Plate, na Argentina. Sim, eles escolheram a dedo a América do Sul, continente onde muitas bandas de rock adoram tocar, em virtude de intensa vibração e alegria do público.

Quem ainda não tem esse DVD, compre agora. A sensação, ao assisti-lo, é de estar no meio da platéia e é impossível não começar a cantar junto. Porque, afinal, AC/DC, we always salute you!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Aerosmith: always sweet emotion

Aerosmith é uma das melhores bandas de hard rock que existem. Há mais de 40 anos encanta o público com suas músicas e letras inesquecíveis e a parceria entre Steven Tyler (vocalista) e Joe Perry (guitarrista) é bem certeira, tal como a de Mick Jagger e Keith Richards e a de Robert Plant e Jimmy Page.

Famosa por suas baladas, Aerosmith tem também muitos hits explosivos e repletos de movimento, com solos de guitarra, baixo e gaita, entre os quais se destacam algumas músicas do início da carreira, especificamente do disco "Toys in the attic", de 1975:

  • Toys in the attic: Aerosmith já ganha os ouvintes com esta faixa-título, em especial pelo início explosivo e refrão "toys, toys, toys..." composto por um mix de vozes e ecos maravilhoso;
  • Sweet emotion: a linha de baixo desta música é famosíssima e Steven usa um chocalho cujo efeito é incrível;
  • Walk this way: a versão mais famosa desta música é em parceria com o RUN-DMC, de 1986. Mas a original não deixa a desejar;
  • Big ten inch: é uma mescla de blues e hard rock simplesmente divina. E o solo de gaita, nem se fala...espetacular!

Quem ainda não tem este disco precioso, compre logo, pois ousaria dizer que é um dos melhores discos não só do Aerosmith, como de hard rock.

A imagem abaixo é do show que o Aerosmith fez em São Paulo, em maio de 2010. Estava lá e registrei este momento "sweet emotion", entre o Steven e o Brad Whitford, guitarrista.




Fonte: site oficial da banda

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

The Ultimate Collection - Bon Jovi

Este é o último DVD do Bon Jovi que adquiri e vale a pena cada centavo. Conseguiu, inclusive, passar o posto  nº 1 da compilação de videos "Cross Road", que já tenho há vários anos.

The Ultimate Collection contém 17 videoclipes de músicas que fizeram muito sucesso ao longo da carreira desta banda, entre as quais se destacam a clássica Livin' on a prayer, a pop It's my life, a romântica Always e, para fechar, Blaze of glory, da carreira solo de Jon Bon Jovi, e que compõe a trilha sonora do filme Jovens demais para morrer, do início do anos 1990.

No mesmo DVD, constam as mesmas 17 músicas, mas na versão ao vivo, e o destaque são os shows sempre lotados, com o público delirando e Bon Jovi & Cia interagindo e correspondendo a todas as expectativas dos presentes.

Bon Jovi é uma banda de hard rock, que nasceu no início dos anos 80, mais precisamente em 1983. Sim, está prestes a completar 30 anos de muito sucesso; afinal, é um dos grupos mais adorados do mundo.

Ah! O site da banda é ótimo, sempre atualizado, e o Facebook já atingiu a marca de 15 milhões de fãs. E eu, com todo orgulho, sou uma delas.

Termino com Born to be my baby, também presente no DVD Ultimate. Maravilhosa...