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sábado, 20 de setembro de 2014

Recordar é viver: um ano do Rock in Rio 2013

Há exatamente um ano, começava a quinta edição do Rock in Rio (pelo menos para nós). Nada contra as bandas/cantores que se apresentaram nos dias anteriores - houve shows fantásticos como o do Offspring. É que, como o próprio nome do evento sugere, o rock mesmo estourou em 19 de setembro e prosseguiu pelos três dias seguintes. Num ímpeto de saudosismo, resolvemos recordar os três dias de festival mais bacanas (na nossa opinião).

Quinta-feira, 19/09

Depois de intensos momentos de ansiedade dentro do ônibus, que até passaram rápido já que, em plena quinta-feira (por volta das 15h30), o Rio não registrava tanto trânsito, chegamos à cidade do rock. Ao longe, já ouvimos o famoso agudo do Sebastian Bach. Corremos, pois não podíamos perder o já querido "Tião". Show muito bom. Não faltaram as clássicas da época do Skid Row.

Em seguida, resolvemos garantir um lugar mais próximo ao palco principal. Tocava Sepultura e Tambours du Bronx. Interessante, mas não arriscamos nos amontoar junto aos fãs mais fiéis do grupo, afinal, era hora de descansar. Ao longe, assistimos à apresentação de Rob Zombie. Quando notamos, já estava quase na hora de arriscarmos um lugar perto do palco, afinal, estávamos ansiosos para conhecer o tão comentado Ghost

Papa Emeritus e cia fizeram um show interessante, mas... tranquilo. Confessamos que esperávamos algo mais bombástico, mais surpreendente, no estilo de Slipknot (Rock in Rio 4 - não somos tão fãs, mas temos que admitir que foi um showzaço). Bom, já que estávamos lá, optamos por entrar no clima e até arriscamos cantar alguns hits mais conhecidos (Ritual e Year Zero, além da canção da entrada triunfal Per aspera ad inferi).

Alguns minutos de espera e foi a vez de Alice in Chains - versão 2013 - entrar. Them bones começou arrebentando e, ao longo do show, não faltaram hits clássicos como Would, Roster, Again e Nutshell. Nem precisamos dizer que Man in the box foi a mais que animou a galera!

Super pontual na edição do Rock in Rio de 2011, o Metallica em 2013 deixou muitos fãs esperando, esperando, esperando... mas mesmo o calor forte inundando todos os ambientes da cidade do rock não foi suficiente para desanimar o público, que, super fiel, perdoou o atraso. Hit the lights!, James Hetfield e cia chegaram mega empolgados.

Não faltaram hits e mais hits para fechar a primeira noite mais pesada da quinta edição do festival. Amostras: Seek and destroy, Sad but true, One, Enter Sandman... Confira, com todos os detalhes, como foi (Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013).

Sexta, 20/09

Pela primeira vez, o Bon Jovi se apresentava no festival no Brasil, então a expectativa era bem grande. Mesmo com desfalques no grupo (saída do Sambora e problemas de saúde do Tico Torres), Jon Bon Jovi segurou a onda com maestria presenteando os fãs com muitos sucessos dos anos 80 e 90, como It's my life, Livin on a prayer, Bad medicine, Runaway e, lógico, com a bela Always. Também tocou novas musicas como Because we can e What about now. O ponto alto foi o bom humor e carisma do vocalista. Relembre (Bon Jovi distribui simpatia em show do Rock in Rio)


Domingo, 22/09
Para fechar o festival, nada melhor que os poderosos senhores do Iron Maiden. Mas, até chegar o show mais esperado da noite, rolaram boas apresentações. No palco Sunset, o Helloween mostrou que ainda dá um bom caldo. Destaque para a suave If I could fly, que fez a alegria dos fãs mais saudosistas.

No palco mundo, depois da apresentação da brasileira Kiara Rocks, Slayer fez um show pesado e correto, tal qual era o esperado. A penúltima banda foi Avenged Sevenfold. Com muita pirotecnia e interação com a plateia, a banda de M. Shadows e amigos, a julgar pelos fãs, convenceu e muito bem. Muitas pessoas, inclusive, mostraram-se hipnotizadas e não se moviam do lugar. (Veja o show completo). Ponto para os fãs do Iron que puderam avançar no intervalo para postos mais perto do palco.

Começa ali aquela que foi considerada a apresentação mais alucinante do festival. Mais do que um show, Iron Maiden fez um espetáculo. Levou aos fãs a reedição de Seventh soon of a Seventh son e conseguiu fazê-los esquecer do intenso calor que invadia a cidade do rock. Aliás, lembramos aqui o momento glorioso em que a gostosa chuva suave surgiu para coroar o sensacional segundo em que começava The trooper.

Bruce Dickinson, já habituè do Brasil, esboçou palavras em português e fez questão de interagir com a plateia em todos os momentos, justamente com a intenção de conquistá-la ainda mais (como se fosse preciso). Percorreu o palco inúmeras vezes demonstrando que boa forma é com ele. Hits? Do começo ao fim. Só para citar os melhores: Aces high, Wasting years, Phantom of the opera, The number of the beast, Run to the hills, Fear of the Dark e muitos mais. Veja então mais detalhes do melhor show da edição, na nossa opinião (Iron Maiden realiza show digno de final de Rock in Rio) e a apresentação completa.


É isso! Recordar é viver. Que venha logo o Rock in Rio do ano que vem!

domingo, 22 de setembro de 2013

Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013

Passava da meia noite na cidade do rock. Calor e pouco vento. Um monte de metaleiros amontoados aguardando o show mais esperado da noite. Pessoas comentavam: "Metallica não costuma atrasar. Daqui a alguns minutos começa. E, de acordo com o último setlist, será com Hit the lights". Passaram-se dez minutos e nada. O empurra-empurra continuava. De repente, um homem alto e careca anunciou: "Quando começar, vou abrir a roda!". Fãs, especialmente as escassas mulheres, ficaram espertos. Quem mandou ficar perto do palco e ainda no meio?

Enfim, contrariando as expectativas, houve um atraso de mais de meia hora - uma eternidade para a galera, que começou a vaiar nervosamente. O cansaço era evidente, afinal a maioria tinha encontrado seu lugar ao final do show do Sepultura e não tinha saído mais.

Liguem as luzes

Depois de um setlist programado estrategicamente para levantar o público, começou It's a long way to the top if you wanna rock n' roll, do AC/DC. Nesse momento, todos já sabiam que, finalmente, James, Lars e cia entrariam no palco. Nunca a execução de Ecstasy of the gold foi tão aclamada. Hits the lights começou rasgando e, em seguida, Master fez com que todo mundo liberasse a adrenalina da espera ansiosa pelo início do show. Nesse momento, o show adquiriu um tom um pouco incômodo com duas enormes rodas de hardcore na frente. Sim, o homem mencionado acima cumpriu sua promessa. Novamente: quem mandou ficar na frente e no meio?

A banda tocou hits que deixou para trás na edição de 2011 como Harvest of sorrow - onde o tímido Hammett  agita a galera com seu "Hey, hey..." -, The day that never comes - que realmente ninguém esperava, assim como Wherever a may roam - e And justice for all. Logicamente não faltaram as clássicas como One, cujos estrondos estavam super altos, pelo menos para quem ficou bem próximo ao palco como nós, além de Sad but true, Sanitarium, Nothing else matters e Enter sandman. 

Oh, yeah

James Hetfield e seu estiloso colete, novamente, destacou-se como um dos frontmen mais animados e adorados pelo público do Rock in rio. Ele soube ganhâ-lo em várias oportunidades, especialmente ao dizer "Oh, yeah" e "Rio" incansavelmente. Lars, notoriamente deixando o cabelo crescer dando graça à sua careca, também sabe o poder que tem junto aos metaleiros. Trujillo e sua linha do baixo como sempre arrebentaram em From whom the bells tolls e em várias outras. 

O bis do Metallica é sempre um momento ímpar. Deste vez escolheram Creeping death, um hit absoluto e com o qual abriam o festival anterior. Battery foi mais uma surpresa e, para fechar, Seek and Destroy com as já famosas bolas pretas do Death and Magnetic. Enfim, show sensacional exatamente como era esperado. 

                       

domingo, 19 de maio de 2013

Quatro meses para o Metallica no Rock in Rio 2013

Daqui a exatos quatro meses, o palco do Rock in Rio vai estremecer com a apresentação do mais famoso grupo de metal. Garantia de momentos incríveis, com um passeio pela trajetória de sucesso de mais de 30 anos. Mesmo quem não é fã absoluto e não sabe todas as canções vai se deliciar com fantástica banda de metal, que provou que o tempo só lhe fez bem.


Da simpatia à incrível presença de palco, James Hetfield deve repetir a memorável apresentação da última edição do festival, há quase dois anos. Juntamente com os companheiros de banda, é fato que vai explodir hits absolutos. Surpresas? Sim, no meio do caminho devem aparecer (é só lembrar da execução inesperada de Orion no RIR 2011).

Contagem regressiva: faltam apenas quatro meses para o Metallica arrebentar, mais uma vez, na Cidade do Rock. E contagem também para (re)viver alguns detalhes que, por excesso de adrenalina ou felicidade extrema, passaram despercebidos; afinal, era muita emoção estar no meio da galera no sensacional show.

Diferenças

No último Rock in Rio, a banda se apresentou em um domingo, o que facilitou o trânsito para o local, possibilitando ao público chegar bastantes horas antes ao local do show. Neste ano, entretanto, o dia "D" é numa quinta-feira: dia de trabalho normal para os cariocas e, por consequência, trânsito intenso. Outra diferença da edição anterior do festival é que foi Slipknot que tocou antes e, quem estava presente, sabe que os mascarados deixaram o público in flames. Já em 2013 será de Alice in Chains a missão de anteceder o Metallica. Com certeza um bom grupo, embora não tenha Layne Staley como frontman já há 11 anos. Tomando por base os últimos shows apresentados, não deve decepcionar.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Um ano do show do Metallica no Rock no Rio 2011

Impossível esquecer aquele frio domingo, 25 de setembro de 2011, no Rio de Janeiro. A cidade inteira parecia estar ansiosa para começar logo o dia do metal. Pelos calçadões das praias, turistas de todo o País passeavam vestidos de preto: visual básico. Os ônibus, vans e taxis recolhiam das ruas os fãs das bandas que tocariam no festival. Mas a grande atracão do dia era, sem dúvida, o Metallica.

Já na cidade do rock, a ansiedade para ver James Hetfield e cia somente crescia. Heinekens à vista e, após um rápido lanche, era hora de pegar um lugar estratégico - quanto mais perto do palco, melhor. As duas primeiras apresentações, respectivamente de Gloria e Coheed and Cambria, levantaram o público com covers do Pantera e Iron. Lemmy e seu Mothorhead esquentaram com seus hits. Embora o show seguinte, do Slipknot, tenha enlouquecido a galera, já passava da hora do Metallica apresentar o melhor show do RIR 2011.

Do you feel it?

Estava tocando a música It's a long way to the top do AC/DC, quando, de repente, todas as luzes se apagaram. Impossível não se arrepiar com a execução do The ecstasy of the gold. Quando, então, começou Creeping death, o sonho começou a se realizar. A vontade de ver aquele show e aproveitá-lo ao máximo, com certeza, era a vontade dos cerca de 100 mil espectadores.

As vibrações eram tão positivas e cheias de energia que James parecia estar no céu ao cantar. Trujillo fez valer a famosa linha de baixo em From whom the bells tolls. Vieram Fuel, Ride The lightning, Sanitarium, Fade to black... depois alguns hits do álbum Death Magnetic, como Cyanide e All nightmare long. Tudo maravilhoso para quem assistia a poucos metros de distância.

O momento

Há exatamente um ano, reafirmo que o momento mais marcante do show foi quando a banda tocou Orion. Sinceramente, parecia mentira de tão bom de ver e ouvir! Alguns presentes comentavam que o melhor baixista fora o Cliff Burton. E ele ganhou sua justa homenagem, pois alguns sortudos que conseguiram ficar na frente levaram uma grande faixa - feito este que emocionou todo o grupo.

Engraçado que parece que a ficha somente caiu após a explosão de hits como Blackned, Sad but true, Master, Enter Sandman, One... Aliás, sensacionais os shows de pirotecnia! Nessa hora, parecia que todos estávamos dentro de um DVD do Big 4... (Como tenho, sabia exatamente a sequência).

Estamos juntos

A interação da banda com o público é fantástica e os artistas puderam comprovar isso no RIR. James se arriscou a falar algumas palavras em português e as mais célebres foram em forma de pergunta: "Estamos juntos?", dizia ele com um sotaque nota 10. Outro ponto é que, notoriamente, ele estava encantado de voltar a tocar Rio de Janeiro, já que citou o nome da cidade várias vezes, empolgando a plateia com o seu "Rio, do you feel it?".

No bis, I am evil, Whiplash e, obviamente, Seek and destroy. Nesta canção, várias bolas de plástico foram lançadas ao público, para mais momentos de delírio.

Acredito que o show durou pouco mais que duas horas. Para que mais?  O importante foi estar lá e o mais à frente possível, sendo empurrada, gritando, curtindo todos os momentos do melhor show da edição de 2011- o mais rock, literalmente.

São tantos detalhes... Escrever é uma delícia, mas neste caso vale a máxima: só sabe quem esteve lá! Afinal, o dia 25/09/11 ficou marcado na memória de todos aqueles que viveram e respiraram metal na cidade do rock. Sensacional.