terça-feira, 29 de outubro de 2013

Descoberta: Buckcherry

Assistir a vários shows, pagando menos do que se fôssemos a uma apresentação única, é a principal vantagem de ir a festivais. Outro ponto positivo é descobrir ou conhecer melhor algumas bandas. No caso do último dia do Monsters of Rock, no qual o Aerosmith era o grupo mais esperado do dia, seguido de Whitesnake, valeu a pena assistir à apresentação de Buckcherry. Particularmente, não conhecia muito esta banda que nasceu nos anos 90 e a achei muito interessante!

Quem acompanha Shine and Rock sabe da minha paixão por hard rock, o que significa pontos a mais para a referida banda. Músicas alegres, visual atrativo, muitos solos de guitarra e bateria, além de um vocal agudo, são alguns dos itens que Buckcherry tem. Hits também (as interessantes Lit up e Crazy bitch, que, respectivamente, abriram e encerraram o show no Monsters). Isso sem contar a presença de palco do estiloso vocalista Josh Todd, que soube conduzir muito bem a esperada noite do festival que aconteceu no domingo, 20 de outubro, em São Paulo.

Hora de rever o show completo:




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aerosmith encerra Monsters of Rock com hits das antigas

Back in the saddle foi a canção escolhida pelos simpáticos senhores do Aerosmith para abrir o show que encerrou com chave de ouro a noite deste domingo, 20, do festival Monsters of Rock, em São Paulo. Para a apresentação, Steven Tyler, com seus indefectíveis lenços no microfone, escolheu uma camisa estampada de oncinha e uma calça azul com listras brilhosas. Sim, é a cara dele e ele notoriamente se sente à vontade vestido assim. Joe Perry, com vestimenta mais comportada, mostrou bastante interação com o vocalista, afinal, juntos, formam uma das duplas mais icônicas do hard rock.

A segunda música foi um brinde aos anos 80 com Love in the elevator e a próxima aos 70 com Toys in the Attic. Depois, para delírio da plateia, veio o hit Pink, com o fantástico solo de gaita do frontman Steven Tyler, que aproveitou para fazer seu ritual de caras e bocas. Dude like a lady botou todo mundo para dançar. E os gritinhos do vocalista sessentão com certeza causaram bastante admiração. Mais um hit dançante: Rag Doll.

Steven fez dos seus passeios pela passarela montada estrategicamente em frente ao palco a alegria dos fãs mais apaixonados, com os quais interagiu ao longo de todo o show como que agradecendo a devoção. Sim, quem é habitué dos shows da banda sabe que esse costuma ser o melhor point.

"I was cryin' when I met you, now I'm tryin' to forget you..." Os versos da Cryin', uma das baladas mais ouvidas dos anos 90, mexeram com o público. Neste momento, Steven deu seu especial show à parte com o belíssimo solo de gaita. Na próxima canção, a guitarra base de Brad Whitford introduziu a setentista Last Child. Mais conhecida do público, Jaded satisfez os mais jovens e mostrou a potência vocal do ex-jurado do American Idol.

Depois, o solo de um magro Joe Perry invadiu agradavelmente os ouvidos de todos, que gritaram animadamente o nome dele. Para agradecer, mandou o blues Combination. Em seguida, Eat the rich e suas batidas colocaram o público para pular. Uma pequena homenagem ao Led Zeppelin aconteceu com uns segundos de Whole lotta love.

Quem introduziu a bela What it takes foi o público, afinado e com a música na ponta da língua. Steven seguiu à capela, demonstrando o incrível poder da sua voz. Hey, hey, hey. Era hora do hino Livin' on the edge, que contou com uma interpretação totalmente entregue de Mr. Tyler, com direito até a gemidos no final. Também emocionante foi a execução da hollywoodiana Don't wanna miss a think.

O público do Monsters of rock teve a sublime oportunidade de ser agraciado com No more no more, saída diretamente do fundo baú. Nesse momento, mais uma vez, a dupla Tyler e Perry mostrou afinação e companheirismo nos mais de 40 anos de estrada. O guitarrista, animado em ver os fãs vibrando com o old time, desceu para solar virtuosamente. Em seguida, o cover que consegue superar o original com Come Together. Uma convidada ao palco teve a honra de fazer a clássica dancinha da oitentista Walk this way com Steven.

Após um pequeno hiato, eis que aparece na passarela a estrela da noite: um senhor piano para dar vida à maravilhosa Dream on. Perry e Tyler se revezaram para subir no instrumento e, ao final da música, grandes estrondos de fumaça para coroar a balada. Sweet Emotion, e sua espetacular linha de baixo (que não puderam contar desta vez com Tom Hamilton, já que ele estava doente) confirmaram que os bons hits são como o vinho. Um final com toda a pompa, mas surpreendentemente sem o típico bis e sem vários outros hits, como Crazy, Fallig in love e Mama Kin.


Foto: Stephan Solon

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Iron Maiden realiza show digno de final de Rock in Rio

Quando, ao final do Rock in Rio 2011, a organização do festival anunciou que gostaria de ter Iron Maiden entre as atrações do próximo evento, já imaginava que teria um motivo pra lá de especial para comprar o ingresso. A banda já havia tocado na primeira e terceira edição e seus shows tinham sido sensacionais. O do Rock in Rio 2013, entretanto, superou as expectativas. Organizado, coordenado e, claro, maravilhoso. E olha que é difícil uma apresentação ganhar todos os pontos positivos.

Minutos após o horário previsto para entrar, o cenário, os telões e a música anunciavam: era hora de Bruce Dickinson e cia reinarem absolutos. Começou com Moonchild, seguindo o setlist da turnê Maiden England, que recria o show de 1988 Seventh soon of a seventh son. Todos os integrantes a postos e era hora de disparar Can I play with madness e The prisioner. Para delírio do público, que se empurrava saudavelmente, Iron executou Two minutes of midnight.

De lá pra cá

Além da pirotecnica, do Eddie, das caveiras e de todos os efeitos, a maior característica do show da banda é a performance do vocalista Bruce. Não há algum lugar do palco pelo qual ele não passe, correndo, se mexendo, fazendo careta e sorrindo, afinal, o seu carisma é um dos principais triunfos. Houve momentos, inclusive, que dava a impressão que ele cairia ou escorregaria. Tudo bem, tudo era festa e permitido nesse dia.

Cerca de 40 minutos depois do show, a vestimenta do vocalista e as bandeiras anunciavam: era hora de The tropper, na qual o público foi agraciado com uma discreta chuva para ajudar a segurar a onda, já que, em seguida, todos pularam juntos para a sequência: The number of the beast, Phantom of the opera, Run to the hills, Wasted years e a música-título da turnê.

This is the fear

Com um show empolgante do início ao fim e constante, com muito respeito por parte dos fãs-não se viu bagunça, nem violência, é difícil apontar um momento alto. Claro que, por já saber que se aproximava do fim e por ser uma das mais famosas canções, Fear of the dark teve seu encanto. A música homônima da banda foi escolhida para encerrar. Antes do bis, algumas pessoas não aguentaram o calor, que havia voltado com tudo após a breve chuva, e se retiraram. Ponto para quem quis se aproximar da grade e ver os senhores do Iron Maiden bem de pertinho!

O bis veio com gosto de quero mais. Assim como vários momentos do show, o público gritava "Maiden, Maiden". E a banda, simpática, retribuiu com mais três hits: Aces High, The evil that men do e Running free. Na última, Bruce fez mais gracinhas e bebeu sua cerveja Tropper. Claro, depois cuspiu e sorriu. Todo o grupo se despediu e o baterista Nikco deu seu show particular, distribuindo baquetas e pratos. Final digno.

                

domingo, 22 de setembro de 2013

Como esperado, Metallica faz show espetacular no Rock in Rio 2013

Passava da meia noite na cidade do rock. Calor e pouco vento. Um monte de metaleiros amontoados aguardando o show mais esperado da noite. Pessoas comentavam: "Metallica não costuma atrasar. Daqui a alguns minutos começa. E, de acordo com o último setlist, será com Hit the lights". Passaram-se dez minutos e nada. O empurra-empurra continuava. De repente, um homem alto e careca anunciou: "Quando começar, vou abrir a roda!". Fãs, especialmente as escassas mulheres, ficaram espertos. Quem mandou ficar perto do palco e ainda no meio?

Enfim, contrariando as expectativas, houve um atraso de mais de meia hora - uma eternidade para a galera, que começou a vaiar nervosamente. O cansaço era evidente, afinal a maioria tinha encontrado seu lugar ao final do show do Sepultura e não tinha saído mais.

Liguem as luzes

Depois de um setlist programado estrategicamente para levantar o público, começou It's a long way to the top if you wanna rock n' roll, do AC/DC. Nesse momento, todos já sabiam que, finalmente, James, Lars e cia entrariam no palco. Nunca a execução de Ecstasy of the gold foi tão aclamada. Hits the lights começou rasgando e, em seguida, Master fez com que todo mundo liberasse a adrenalina da espera ansiosa pelo início do show. Nesse momento, o show adquiriu um tom um pouco incômodo com duas enormes rodas de hardcore na frente. Sim, o homem mencionado acima cumpriu sua promessa. Novamente: quem mandou ficar na frente e no meio?

A banda tocou hits que deixou para trás na edição de 2011 como Harvest of sorrow - onde o tímido Hammett  agita a galera com seu "Hey, hey..." -, The day that never comes - que realmente ninguém esperava, assim como Wherever a may roam - e And justice for all. Logicamente não faltaram as clássicas como One, cujos estrondos estavam super altos, pelo menos para quem ficou bem próximo ao palco como nós, além de Sad but true, Sanitarium, Nothing else matters e Enter sandman. 

Oh, yeah

James Hetfield e seu estiloso colete, novamente, destacou-se como um dos frontmen mais animados e adorados pelo público do Rock in rio. Ele soube ganhâ-lo em várias oportunidades, especialmente ao dizer "Oh, yeah" e "Rio" incansavelmente. Lars, notoriamente deixando o cabelo crescer dando graça à sua careca, também sabe o poder que tem junto aos metaleiros. Trujillo e sua linha do baixo como sempre arrebentaram em From whom the bells tolls e em várias outras. 

O bis do Metallica é sempre um momento ímpar. Deste vez escolheram Creeping death, um hit absoluto e com o qual abriam o festival anterior. Battery foi mais uma surpresa e, para fechar, Seek and Destroy com as já famosas bolas pretas do Death and Magnetic. Enfim, show sensacional exatamente como era esperado. 

                       

sábado, 21 de setembro de 2013

Bon Jovi distribui simpatia em show do Rock in Rio

Bon Jovi, uma das bandas mais esperadas desta edição do Rock in Rio, agradou em cheio os fãs que  se apertavam a todo custo para ocupar uma posição melhor para ver o simpático vocalista. Dos demais músicos, estava presente somente o tecladista David Bryan do grupo original, já que Tico Torres teve que ser levado às pressas para uma nova cirurgia e Sambora foi afastado há pouco tempo.

No início do show, o som estava bem mais baixo do que o da apresentação anterior do Nickleback, mas esse detalhe técnico foi se ajustando e a galera estremeceu a cada canção, seja antiga, seja nova. O público, composto igualmente por homens e mulheres, já estava com as músicas do novo álbum na ponta da língua. Tudo para agradar uma das bandas mais queridas de hard rock que existem.

Sorrisos

A simpatia de Jon Bon Jovi, já famosa em outras apresentações, foi o destaque do show no Rock in Rio. Ele sorriu 90% do tempo e, nos demais, fez pose de galã - afinal, ele sabe que é amado e admirado. Mesmo assim, fez questão de cativar o público, interagindo, conversando, dançando e, claro, mostrando seus belos dentes, que mais pareciam brilhantes. 

Em uma apresentação de mais de duas horas, o grupo reviveu sucessos absolutos, como Keep the faith, You give love a bad name, Bad medicine, It's my life, Have a nice day, Raise your hands, entre várias outras. Destaque para Runaway, introduzida por "This is a song that we made a long time ago". Das novas, o ponto alto foi Because we can, que agradou em cheio, juntamente com What about now.

Outro momento que merece destaque foi quando uma fã foi chamada ao palco, por portar um cartaz no qual falava que há quase 20 anos já tinha subido nesse local e queria repetir esse feito. A sortuda conseguiu e ainda recebeu selinhos do cantor-galã. Momento inveja de todas as milhares de mulheres presentes no show e, com certeza, as que assistiam ao show de casa.

Bis inesquecível

Após duas horas de show, Bon jovi apareceu para o bis, introduzido por Dead or alive, na qual o cantor com seu violão já estava com uma camisa sem manga e pôde mostrar suas famosas tatuagens. Em seguida, veio a alegre Have a nice day. Finalmente, para alegria dos fãs mais fervorosos, Jon cantou Prayer 94, quase que a capela, como introdução do hit mais famoso do grupo, Living on a prayer. 

Depois de dar tchau e deixar a galera gritando hipnotizada, o grupo voltou para atender o pedido de quase cem mil pessoas: a execução da belíssima balada Always. Choros e muita emoção neste inesquecível momento.